sábado, 10 de março de 2012

Traficante de Parauapebas é preso no TO e recambiado para Marabá



Foragido da polícia paraense há cerca de quatro anos, foi preso na última quarta-feira (7), na cidade de Augustinópolis, no Estado do Tocantins, o indivíduo Sebastião Santos Ferreira e recambiado para o xadrez do Centro Regional de Recuperação Mariano Antunes (Crrama), por medida de segurança.
De acordo com o delegado Antonio Miranda Neto, diretor da 20ª Seccional Urbana de Polícia Civil em Parauapebas, Sebastião Ferreira, ao longo de todos esses anos foragido da Justiça, vinha usando nome falso na prática de distribuição de drogas nos estados do Pará, Maranhão e Tocantins.
Sebastião Ferreira é tido pela polícia como um dos maiores e mais perigosos traficantes da região, tendo sido procurado por um período de tempo pelo finado delegado André Albuquerque, pois o acusado tinha Parauapebas como um dos principais pontos de distribuição de crack e outros tipos de entorpecente.
Segundo ainda o delegado Antonio Miranda, Sebastião Santos Ferreira responde também por tráfico internacional de drogas, e por esse motivo era também procurado por agentes da Polícia Federal, além de seis a sete processos lavrados pela Justiça de Parauapebas. (Vela Preta/Waldyr Silva)

sexta-feira, 9 de março de 2012

Susipe confirma morte de detento

A Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado do Pará (Susipe) confirmou a morte de um detento dentro do Presídio Estadual Metropolitano III (PEM III), localizado no município de Marituba. Inconformados com o falecimento, afirma a nota, 150 internos dos blocos D, E e F iniciaram um motim, por volta das 13 horas desta sexta-feira (9), queimando marmitex utilizados nas refeições, colchões e lençóis.
Os detentos afirmam que a morte se deu por conta da comida estragada que teria sido servida na cadeia. Mas, de acordo com a Susipe, as causas da morte só serão divulgadas após o laudo do Instituto Médico Legal (IML).
O superintendente da Susipe, André Cunha, informou que já foi realizada uma inspeção no setor responsável pela alimentação no presídio e está descartada a hipótese de irregularidades. "Se houvesse algum problema com a comida, teria sido generalizado. Digamos que existem cerca de 300 presos, por que só um teve problemas?", questiona o superintendente.
André Cunha contou que a motivação do princípio de motim foi a alegação dos presos de que houve uma deficiência no atendimento do detento pelos funcionários do presídio.
A nota informa que o detento morto é Marcos Lobato Cruz, de 29 anos, que estava preso desde o dia 29 de junho de 2010 e respondia pelos crimes de latrocínio e tráfico de drogas. A Susipe explica que, por volta das 10 horas, Marcos foi encaminhado à enfermaria da unidade prisional, sentindo fortes dores no peito.
"A auxiliar de enfermagem realizou os primeiros atendimentos e imediatamente acompanhou o interno até o Hospital Augusto Chaves, em Marituba. Após 15 minutos, o diretor interino do PEM III foi informado pelo hospital que o detento veio a óbito", detalha a nota.
O diretor do Núcleo de Administração Penitenciária (NAP/Susipe), major Mauro Matos, dirigiu-se ao local para conduzir os trabalhos de normalização da rotina da unidade. O Comando de Missões Especiais (CME) da Polícia Militar foi acionado para dar apoio e em torno das 15 horas. O superintendente André Cunha informou que a situação no presídio já estava controlada. "Não há informações sobre funcionários feridos", afirmou André. De acordo com a Polícia Militar, não foi necessário o uso de força para conter a confusão. A contenção durou em torno de 25 minutos.
Ainda na tarde desta sexta-feira (9) ficou ser realizada uma revista no presídio para a detecção de telefones celulares em poder dos presos. "Não descarto a hipótese de aparelhos terem entrado no presídio através de um familiar ou com a conivência de um funcionário", afirmou André Cunha ao ser questionado sobre o fato de um detento ter entrado em contato direto de sua cela com a reportagem da RBA TV.
O superintendente explicou que caso seja encontrado algum aparelho em poder dos presos ou confirmada a facilitação dada por um funcionário para a entrada do aparelho, os responsáveis serão encaminhados à delegacia para prestar esclarecimentos. (Fonte: DOL)

quinta-feira, 8 de março de 2012

Mulheres presas acusadas de comercializar entorpecente

Filisbela Ribeiro de Souza e Jocileidy Silva Mendes

Foram presas na manhã desta quarta-feira (7), em flagrante delito, as mulheres Filisbela Ribeiro de Souza, conhecida por “Roxinha” (Rua Fortaleza, mais conhecida por Rua do Meio, Bairro Rio Verde); e Jocileidy Silva Mendes, a “Jaqueline”, sob a acusação de tráfico de drogas e associação para o tráfico.

A prisão da dupla ocorreu por volta das 12h30 da última terça-feira (6) num bar pertencente a “Roxinha”, localizado na Rua do Meio, pela guarnição da Polícia Militar composta pelos militares SD/PM Ferraz e SD/PM Tapajós, sob o comando do SGT/PM Edilson.
No momento da detenção das duas mulheres, a polícia apreendeu 31 unidades plásticas em forma de “petecas” contendo crack, um recipiente vazio de talco Barla, R$ 405,00 em cédulas de 2, 5, 10 e 20, três aparelhos de celular e um “cachimbo” confeccionado em metal, enrolado num pedaço de plástico azul, usado para consumo de drogas.
Uma parte da droga foi encontrada escondida no banheiro do bar e a outra no guarda-roupa de “Roxinha”. No interrogatório, “Roxinha” disse que a droga encontrada pela polícia não lhe pertencia, e que só poderia ser de “Jaqueline”, que tomava conta do bar pertencente a “Roxinha”, mas “Jaqueline” negou também ser a dona da droga, jogando a culpa para um cliente que acabara de usar o banheiro.
No jogo do empurra-empurra, a polícia autuou as duas mulheres por tráfico de drogas e associação para o tráfico, colocando-as no xa-drez, onde se encontram à disposição da Justiça. (Vela Pre-ta/Waldyr Silva)

Valentão bate na ex e vai em cana



Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, que transcorre hoje, 8 de março, quando elas deveriam ser homenageadas pelos compa-nheiros, Alexsandro de Oliveira Silva, 32 anos, natural de Axixá (TO), residente na Rua Princesa Isabel nº 611, Bairro Liberdade, Parauapebas, cobria a ex dele de porrada e foi parar na cadeia, onde se encontra à disposição da Justiça para responder pelas penas impostas pela Lei Maria da Penha.
O caso de agressão ocorreu por volta das 10 horas desta quarta-feira (7) e foi registrado na Delegacia de Polícia Civil em Pa-rauapebas pela própria vítima, a dona de casa Marilene Soares de Matos, 34 anos, natural de Castanhal (PA), residente na Rua Mato Grosso, Bairro Liberdade, Parauapebas.
Apresentando lesões no braço direito e na cabeça, a mulher disse em depoimento que foi à casa do ex-companheiro dela, com quem conviveu durante dois anos, mas há um ano está separada, a pedido de uma irmã do acusado, para fazer uma faxina na residência, quando foi violentamente agredida com socos e pontapés, pauladas com uma tranca de janela e uma tijolada na cabeça. Os socos chegaram a quebrar dois dentes da vítima.
Marilene Soares adiciona que um filho da depoente, de 11 anos de idade, e Ana Cleide, irmã de Alexsandro, tentaram acalmar o valen-tão, mas Ana levou um soco e caiu ao chão, enquanto que o garoto foi jogado sobre a cama. Ela disse que, mesmo separados, o ex dela fica vigiando a mulher para que esta não tenha relacionamento amo-roso com ninguém.
Na delegacia, Alexsandro confessou ter agredido a ex-mu-lher, “porque ela saiu no inicio da noite de terça-feira (6), deixou os filhos dela sozinhos em casa e só retornou hoje (quarta-feira) de manhã. Reclamei e ela achou ruim, e veio pra cima de mim, aí eu me defendi”, tenta justificar o agressor.
O acusado foi conduzido à delegacia de polícia por uma guarnição da Polícia Militar composta pelo sargento Erivaldo Silva e os soldados Danielle e Viana. (Vela Preta/Waldyr Silva)

Homem é preso acusado de exploração sexual de menores



Encontra-se preso em Parauapebas, desde a última terça-feira (6), o piauiense Onofre de Brito Melo, 49 anos, natural de Piracuruca (PI), residente na Rua O nº 85, Bairro União, Parauapebas. Onofre é acu-sado de atrair quatro adolescentes de 12 e 13 anos para manter relação sexual com ele, em troca de dinheiro e alimentos.
O acusado foi denunciado à delegada Maria Regina Cardoso Rodri-gues pelos conselheiros tutelares Ivanildo Braga da Silva e Letícia do Socorri Freire Rossy, que flagraram os quatro jovens na companhia de Onofre, num bar pertencente ao acusado.
Em princípio, os adolescentes flagrados no bar de Onofre Melo confessaram que estavam ali apenas a passeio, mas depois, na delegacia, disseram que eventualmente eram convidados pelo acusado para praticar sexo em troca de dinheiro e alimentos, sem camisinha. Mas um dos garotos sustentou que nunca mantivera relação sexual com Onofre, mas tinha conhecimento que os três colegas já tinham praticado.
Em depoimento, Onofre Melo confessou que é homossexual, mas nega que tenha aliciado os menores a fazer sexo com ele. “Três dos meninos costumam ir ao meu bar, apenas para bater papo e comer algum alimento, mas nunca pratiquei sexo com eles”, jura. Ele disse estar surpreso com as declarações dos adolescentes, informando que eles tinham feito relação sexual com ele, e ainda mais sem preservativo.
Mesmo assim, de acordo com a delegada Maria Regina Cardoso, o acusado seria enquadrado nas penas do artigo 244 do Estatuto da Criança e do Adolescente, por submeter adolescentes à exploração sexual. (Vela Preta/Waldyr Silva)

terça-feira, 6 de março de 2012

Mulher confessa ter mandado matar ex-companheiro em Canaã






Eliane Maria Rosa de Souza, 37 anos, confessou à polícia ter manda-do executar o ex-marido Severino Constantino de Souza Neto, dire-tor de trânsito do Departamento Municipal de Trânsito de Canaã dos Carajás (DMTC). A vítima foi executada por volta do meio-dia da úl-tima sexta-feira (2) na Avenida Weyne Cavalcante, em Canaã, a cer-ca de 200 metros do quartel da Polícia Militar e a 100 metros do pré-dio do DMTC, para onde estava indo a vítima.

Os acusados de terem executado a vítima são os indivíduos Givaldo Souza Sá, 46 anos, casado, taxista, residente em Tucumã, e Antonio Ribeiro de Mendonça, conhecido por “Antonio Juquira”, 47 anos, casado, residente na fazenda Água Preta, zona rural do município de São Félix do Xingu.

Enquanto os elementos estavam sendo levados de Água Azul do Norte, onde foram presos, para Canaã dos Carajás, negando ter matado Severino Neto, Eliane Maria estava acompanhando o corpo que havia seguido para o município de Marabá para laudo do IML.
Foi ela também quem registrou o fato na Polícia Civil, em Canaã, após chorar escandalosamente sobre o corpo do ex-marido, ainda no local do crime. Devido ao estado emocional de Eliane, o delegado de polícia José Euclides Aquino da Silva ficou sensibilizado com o sofrimento da mulher e propôs que a mesma prestasse depoimento somente após o enterro.
Eliane foi avisada da prisão dos suspeitos da morte do ex-marido, mas ela preferiu continuar no velório, onde foi presa por volta das 3 horas da madrugada de sábado (3), depois que os acusados foram interrogados pela Polícia Civil de Canaã, com apoio do delegado Alberto Teixeira, titular da Superintendência Regional de Polícia Civil em Marabá, ao qual confessaram o crime e informaram também o nome da mandante. Diante dos fatos, Eliane Maria confessou com riqueza de detalhes como planejou a morte do ex-marido.
ENVOLVIMENTO AMOROSO
De acordo com o delegado José Aquino, Eliane Maria se envolveu amorosamente com Givaldo Souza Sá, com quem teria arquitetado o crime. Givaldo ficou responsável em arrumar alguém que fizesse o serviço, enquanto Eliane se encarregara de fazer o pagamento da execução, que custou R$ 15 mil, sendo que R$ 10 mil teriam sido pagos antecipados e os outros R$ 5 mil seriam quitados depois do serviço pronto. Era também Givaldo quem dirigia o carro que conduzia o pistoleiro arranjado por ele, “Antonio Juquira”.
Após ter confessado o crime, Eliane relatou que não esperava que os companheiros a entregassem, por isso permaneceu na cidade. Depois de ser presa, a mulher se disse arrependida, porém não derramou mais nenhuma gota de lágrima pela morte do ex-companheiro.
NETO ERA NAMORADOR
Segundo depoimento de Eliane, Neto há seis anos mantinha caso com uma mulher de pré-nome Lúcia, motivo da separação do casal, mas mesmo com outra mulher ele não permitia que Eliane se envolvesse com ninguém. Ela contou que agressões e escândalos envolvendo o nome de Neto eram constantes.
Disse que ela foi ameaçada por diversas vezes pelo ex-marido, tendo inclusive que ser escoltada certa vez pela Polícia Militar da escola onde ela trabalhava para casa, devido às ameaças feitas por Constantino Neto. “Com medo dele me matar e a minha filha também, me mudei para a casa de meu pai, onde o Neto esteve recentemente, me agrediu fisicamente e ameaçou o meu pai, apontando uma arma na cara dele, além de querer fazer sexo comigo na frente da nossa filha de 16 anos, que também era vitima das ameaças dele”, desabafou Eliane Maria.
Consta ainda nos depoimentos que, apesar de ser ainda casado no papel com Eliane e manter um caso com Lúcia, Neto vivia maritalmente com uma terceira mulher de pré-nome Laura, mas não deixava que a acusada tivesse uma vida social livre.
Enquanto o corpo da vítima estava caído ainda no local do crime, as três mulheres compareceram ao local e choraram sobre o corpo, inclusive no velório. (Waldyr Silva)

Homem é assassinado com várias facadas na Vila Palmares II




Com apoio de agentes de uma funerária da cidade, uma equipe de policiais da 20ª Seccional Urbana de Polícia Civil em Parauapebas fez o resgate, no final da manhã desta segunda-feira (5), do corpo de um homem identificado como Raimundo Lima, 39 anos, natural de Paulo Ramos (MA), residente na Vila Palmares Sul, a 20 quilômetros do centro de Parauapebas.
O corpo de Raimundo Lima foi encontrado pela manhã por popu-lares numa rua pouco habitada da vila, crivado de perfurações pelo corpo provocadas por objeto cortante, com destaque para um pro-fundo golpe na garganta da vítima.
De acordo com o que apurou preliminarmente a reportagem no local do crime, com pessoas que disseram ser conhecidas da vítima, Raimundo Lima passou o domingo todo ingerindo bebida alcoólica em vários bares de Palmares II, montado num cavalo e ameaçando passar o animal sobre algumas pessoas na rua.
Na tentativa de passar o cavalo sobre os transeuntes, o cavaleiro te-ria sido repreendido e sofrido uns empurrões de pessoas suposta-mente ameaçadas de serem pisadas pelo grande animal.
Conforme avaliou a Polícia Civil, a vítima deve ter sido assassinada no início da madrugada com dezenas de facadas pelo corpo. Até o fechamento desta matéria, a polícia ainda não tinha nenhuma pista segura para chegar ao executor do cavaleiro. (Waldyr Silva)

Vítima entrega veículo para bandidos e um deles morre em acidente





Ao trafegar em seu veículo por volta de 1h20 da madrugada desta segunda-feira (5) na Rua 10, esquina da Rua E, Bairro Cidade Nova, em Parauapebas, o motorista Rainaldo Dino Menezes, residente no Bairro Liberdade II, em Parauapebas, foi assaltado por dois elemen-tos que estavam portando uma arma de fogo.
Segundo relatou na manhã desta segunda-feira à reportagem, Rai-naldo Menezes transitava num Classic de cor prata, placa NTA 6219 (Redenção-PA), quando os dois homens desconhecidos anunciaram o assalto, entrando no carro, um ao lado do motorista e o outro no banco de trás, e ordenando que Rainaldo seguisse na direção da Rua E, contornasse à esquerda para a Rua F e pegasse a Rua 10, no sentido Bairro Liberdade.
“Com o revólver apontado na direção de minha cabeça pelo homem que sentou no banco de trás, pedi que eles não fizessem nada de mal comigo, que eles me liberassem e levassem o carro, e nas proxi-midades do muro da antiga Telemar, perto de uma concessionária de veículos, eles mandaram eu descer e fugiram no meu veículo”, descreve Rainaldo Menezes.
SURPRESA
Após ter sofrido o assalto e ficado sem o carro, o motorista disse que foi para a casa dele, dormiu e na manhã desta segunda-feira (5) foi se queixar na delegacia de Polícia Civil, quando foi surpreendido com o Classic todo amassado, estacionado no pátio da delegacia.
Conforme apurou a reportagem, um dos assaltantes, Wendell Teo-doro de Santana, 24 anos, se deslocou na madrugada para a cidade de Canaã dos Carajás e à altura do km 21 da rodovia PA 160, próximo do Distrito Industrial de Parauapebas, perdeu o controle do Classic, capotou o veículo e morreu no local.
Rainaldo Menezes disse agradecer a Deus por estar vivo, mas lamentou o prejuízo material sofrido por seu veículo, que não tinha seguro, e cujas prestações ele ainda continua pagando. (Waldyr Silva)

sábado, 3 de março de 2012

Viaturas do Corpo de Bombeiros recebem consertos





Paradas há mais de um ano à espera de consertos, as quatro viaturas da unidade do Corpo de Bombeiros em Parauapebas começaram esta semana a receber os serviços de mecânica, elétrica e hidráulica. A frota é composta por quatro viaturas de combate a incêndio, de resgate e de salvamento.
De acordo com o capitão BM Charles Catuaba, subcomandante do Corpo de Bombeiros no município, os serviços de reparo das viaturas estão sendo executados por uma equipe de mecânicos especializados (um sargento, um cabo e um soldado) na manutenção de viaturas do Corpo de Bombeiros que veio de Belém para consertar a frota da corporação local.
“A unidade do Corpo de Bombeiros em Parauapebas tinha quatro viaturas de combate a incêndio, de resgate e de salvamento paradas por falta de reparo técnico especializado, mas com a chegada da equipe de mecânicos a frota já está sendo consertada, devendo entrar em operação tão logo o serviço seja concluído”, esclarece o subcomandante.
Segundo explicou o capitão Catuaba, um dos carros de combate a incêndio estava parado há um ano e seis meses, em virtude de o orçamento para reparo do veículo ter chegado a mais de 40 mil reais.
Com os carros parados, a unidade do Corpo de Bombeiros ficou impossibilitada de atender à população em situações de maior complexidade, porque contava com apenas uma Kombi, uma picape, um Fiesta e uma motocicleta.
A previsão do subcomandante é que na próxima semana todas as viaturas entrem em funcionamento, voltando à normalidade o aten-dimento de chamados de socorro da população de Parauapebas e de municípios vizinhos. (Vela Preta/Waldyr Silva)

Homem é encontrado morto na periferia da cidade



Até o fechamento desta matéria, a polícia de Parauapebas ainda não havia identificado o corpo de um homem que na manhã desta sexta-feira (2) foi encontrado morto às margens da estrada Vicinal Se-cundária 10 (VS 10), a cerca de 10 quilômetros do centro da cidade, nas proximidades de um balneário.
Numa avaliação preliminar da polícia, o delegado plantonista Bruno Fernandes adianta que a vítima tenha sido executada, uma vez que apresenta um buraco no queixo, semelhante a disparo de arma de fogo, e sinais de violência provocada na barriga e na face, que poderiam ter sido feitos por uma pedra que foi encontrada ao lado do cadáver. “Mas isto só vai ser possível confirmar ou não após a conclusão dos exames periciais”, acentua o Bruno Fernandes.
O delegado ficou de ouvir ainda ontem o pessoal de uma pro-priedade rural que encontrou o corpo do homem e comunicou o fato à polícia, para ajudar na investigação do homicídio.
No momento em que a reportagem colhia informações sobre a morte do homem desconhecido, chegou à delegacia uma mulher infor-mando que o marido dela havia desparecido de casa há 12 dias, mas ao verificar as fotos do homem encontrado morto nesta segunda-feira a mulher disse não se tratar do esposo dela.
O corpo do homem foi encaminhado no final da tarde de ontem mesmo para ser periciado no IML, em Marabá, onde permanecerá na geladeira por um período de sete dias, à espera de identificação por familiares. Depois desse prazo, o corpo será enterrado como indigente. (Vela Preta/Waldyr Silva)

sexta-feira, 2 de março de 2012

Novos bombeiros civis se formam em Eldorado do Carajás



Uma turma de 26 novos bombeiros profissionais civis colou grau no último domingo (20), em Eldorado do Carajás, com a presença de várias autoridades do município, entre estas o prefeito Genival Diniz, o vice-prefeito Euclides de Sousa, o presidente da Câmara Muni-cipal, Valmir Solidade; o pastor evangélico Samuel Limiro, e outras.
O curso teve duração de 310 horas de aulas divididas ao longo de cinco meses, com ensinamentos sobre as disciplinas e habilidades relacionadas a proteção contra incêndio, técnicas e táticas de combate a incêndios, emergência em elevador, plano de emergência, resgate de vítima em espaço confinado e/ou em altura, primeiros socorros, emergências clínicas, movimentação, remoção e transporte de vítimas, além de legislação.
Após o encerramento da solenidade, os recém-formados bombeiros civis fizeram demonstração de algumas das habilidades aprendidas durante o curso.
Para o cabo BM Helton Pimentel, coordenador do curso, o muni-cípio de Eldorado foi escolhido “pela convicção que este lugar, que já apresentava fortes indícios de crescimento econômico, precisava de mão de obra técnica nas áreas de proteção e segurança”. (Waldyr Silva)

quinta-feira, 1 de março de 2012

Quem matou Thaís? Recompensa de R$ 5 mil

Polícia Civil diz que continua investigando o caso Thaís Feitosa




Muitos leitores deste Jornal têm questionado a elucidação do assassinato da adolescente Thaís Santos Feitosa, 12 anos de idade, que foi encontrada morta num matagal no último dia 13 do corrente, em Parauapebas, sem a cabeça, braço e pé direitos e mão esquerda.
Em declarações prestadas à reportagem na manhã desta quarta-feira (29), o delegado Antonio Miranda Neto, diretor da 20ª Seccional Urbana de Polícia Civil em Parauapebas, revelou que só este ano a delegacia local recebeu 14 ocorrências denunciando o suposto desaparecimento de crianças e adolescentes dos lares de seus pais ou responsáveis.
Desse total de ocorrência, explica o delegado, apenas uma delas se confirmou, que foi o caso da adolescente Thaís Santos Feitosa. Os outros 13 casos foram caracterizados como fuga do lar, “situações em que a adolescente deixa a casa dos pais para ir à escola e desvia o caminho, dirigindo-se para a casa do namorado, motel ou mesmo para a casa de uma amiga ou amigo, e retorna somente no dia seguinte, deixando os pais apreensivos, e por isso procuram a polícia pra dizer que a filha foi raptada”.
Antonio Miranda acrescenta que a polícia está investigando também o desparecimento de Josiane Alves da Silva, de 28 anos, portanto, maior de idade.
Com relação ao caso do desparecimento e assassinato de Thaís, o delegado sustenta que a polícia local continua investigando, com apoio da Delegacia de Homicídios da capital, envolvendo três delegados nas diligências, além de investigadores e escrivães.
Por se tratar de um caso emblemático, a polícia espera desvendar o mais rápido possível o assassinato da adolescente. Para ajudar na elucidação do caso, a coordenação do sistema Disque Denúncia (94 3346-2250) em Parauapebas ampliou de R$ 3 mil para R$ 5 mil a recompensa para quem tiver alguma informação concreta sobre a identificação ou paradeiro dos culpados pela morte de Thaís Feitosa.
Segundo ainda o delegado, a polícia está aguardando até o início da próxima semana os exames de perícia que estão sendo feitos pelo Instituto Renato Chaves, para confirmar se a adolescente teve os membros (pé, braço e cabeça) cortados pelos matadores ou se foram retirados do corpo por animais, e também para saber se a vítima foi violentada sexualmente.
Perguntado sobre alguma pista na identificação dos assassinos, Antonio Miranda respondeu que a polícia ainda não tem nenhuma informação sobre eventual suspeito que possa produzir retrato falado.
BRASÍLIA
Ouvido pela reportagem, Manoel Alves Feitosa, pai de Thaís, reclamou que desde o dia em que a filha dele foi encontrada morta nenhum policial ou representante da Justiça apareceu na residência da família para informar a respeito do andamento das investigações. Só mesmo parentes e amigos, para tentar confortar os familiares da vítima.
“Já estive na delegacia por algumas vezes, mas a informação que dão é que estão investigando o caso e que não podem adiantar nada ainda, para não atrapalhar o trabalho da polícia”, lamenta Manoel Feitosa, adicionando que o que ele mais quer é que a Justiça faça justiça e mande prender os matadores da moça, “até porque não existe crime perfeito”.
Manoel Feitosa aproveitou a reportagem para informar que está se mobilizando para que, depois que ele tomar conhecimento do resultado das perícias que o IML está fazendo, ir a Brasília em busca de apoio com advogados de lá, que também são pastores da Igreja Adventista. “Em Brasília, em companhia dos advogados, vou ao Ministério Público e até à Comissão dos Direitos Humanos, em busca de apoio”, finalizou o pai da vítima. (Vela Preta/Waldyr Silva)

Marabaenses mantém reféns em Curionópolis e são presos

Fernando, Francisco e Alex


Depois de um assalto frustrado, os marabaenses Alex Souza Olivei-ra, 21 anos, residente na Avenida Boa Esperança, num condomínio, Bairro Laranjeiras, em Marabá; Fernando Souza Silva, 20 anos, resi-dente no mesmo endereço de Alex Oliveira; e Francisco Fernando de Oliveira, residente na Folha 35, Quadra 20, Lote 6, Nova Marabá, Marabá, deixaram as vítimas amarradas, partiram para a rodoviária, mas foram agarrados por uma guarnição da Policia Militar, com-posta pelo sargento Magalhães, cabo Batista, cabo Rodrigues e soldado Macedo.
A prisão do trio ocorreu por volta das 7h30 da última terça-feira (28). Um quarto elemento identificado apenas por Flávio Tiago, escapou do cerco da polícia. Na residência de uma irmã de Flávio, em Curionópolis, foi apreendido um revólver calibre 32.
De acordo com o capitão PM Gledson, comandante do destaca-mento da Polícia Militar em Curionópolis, os acusados foram pre-sos nas proximidades da rodoviária, conduzindo perfumes, joias, aparelho celular, videogame, armas e dinheiro roubados na casa das vítimas.
A informação dos assaltantes era que a gerente de posto de combustível Francisca Mychelly Pereira Lima, residente na Rua Rio de Janeiro, Centro, em Curionópolis, costumava levar grande quantidade de dinheiro do posto para a residência dela.
Em depoimento, Francisca Mychelly conta que, ao abrir o portão de sua residência por volta das 6h50 para ir trabalhar no posto de combustível, ela foi surpreendida pelos indivíduos, que anunciaram o assalto, com arma em punho.
A vítima acrescenta que os bandidos a amarram e o marido dela, e deixaram livre o filho do casal de 6 anos de idade. Quando já tentavam se evadir da residência a pé, pois não conseguiram arrancar dinheiro das vítimas, chega à casa a empregada doméstica, que também ficou amarrada.
Minutos depois da saída dos assaltantes, a empregada conseguiu se desvencilhar do amarrado, libertou os patrões e estes ligaram imediatamente para a polícia, que fez diligência na cidade e prendeu os três acusados. (Vela Preta/Waldyr Silva)

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Delegada garante que violência contra mulher vem sendo combatida

Delegada Maria Regina

Carnavalesca Síndima Pinto

Em virtude do recrudescimento de casos de violência praticada contra a mulher em Parauapebas, na maioria dos casos ocorrida dentro do próprio lar das pessoas envolvidas, a delegada Maria Regina Cardoso Rodrigues, titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) em Parauapebas, assegura que a polícia vem combatendo este tipo de crime, fazendo valer a Lei nº 11.340/06, mais conhecida por “Lei Maria da Penha”.
A autoridade policial diz entender que a violência contra a mulher existe em todo o mundo, mas destaca a importância da “Lei Maria da Penha”, que possibilita que agressores de mulheres no âmbito doméstico e familiar sejam presos em flagrante ou tenham prisão preventiva decretada.
Maria Regina Cardoso defende que a família é a base de alicerce de toda a sociedade organizada, e por isso deveria ser respeitada e acolhida por todos os membros desta mesma sociedade.
A delegada aponta o sistema Disque Denúncia, que atende pelo telefone 3346-2250, como um dos principais instrumentos usados pela comunidade local para denunciar homens violentos contra mulheres.
Ela informa que hoje as mulheres estão tendo mais coragem para denunciar eventuais violências praticadas contra elas, denunciando, e com isso fazendo com que os culpados paguem na Justiça pelo crime que cometeram.
Segundo Maria Regina Cardoso, a Deam hoje em Parauapebas recebe uma média de 60 queixas de mulheres dando conta que foram violentadas física ou psicologicamente no município. Essas queixas se transformam na abertura de uma média de 15 inquéritos policiais.
CARNAVAL
Este ano, a escola de samba Mocidade Independente do Primavera levou para a avenida o tema “Primavera, bandeira de luta - Lei Maria da Penha”, com subtemas mostrando para a sociedade a importância desta lei para a preservação dos valores morais da família.
Na opinião da carnavalesca Síndima Pinto, diretora da escola de samba e membro do Conselho de Mulheres em Parauapebas, a ideia de escolher o tema Lei Maria da Penha para o carnaval deste ano foi para sensibilizar a população da cidade quanto à importância de se propagar a paz e o amor dentro da casa de cada morador de Parauapebas.
Por ironia do destino, um mês antes do carnaval um irmão de Síndima Pinto, Rui Pinto, passou 15 dias na cadeia por ter agredido fisicamente a ex-mulher dele, justamente no momento em que a escola de samba da qual Rui é diretor preparava o tema contra a violência praticada na mulher.
“Acredito que durante os dias em que meu irmão passou preso na cadeia ele tenha feito uma reflexão na vida para nunca mais levantar a mão contra uma mulher”, opina a carnavalesca.
MARIA DA PENHA
Sancionada em 7 de agosto de 2006, a Lei Maria da Penha entrou em vigor no dia 22 de setembro do mesmo ano. O primeiro caso de prisão com base nas novas normas – a de um homem que tentou estrangular sua mulher – ocorreu no Rio de Janeiro.
O nome da lei é uma homenagem a Maria da Penha Maia, que foi agredida pelo marido durante seis anos até se tornar paraplégica, depois de sofrer atentado com arma de fogo, em 1983. O marido de Maria da Penha ainda tentou matá-la por meio de afogamento e eletrocução e só foi punido depois de 19 anos, ficando apenas dois anos em regime fechado.
A lei também aumentou o tempo máximo de detenção de um para três anos, estabelecendo ainda medidas como a saída do agressor do domicílio e a proibição de sua proximidade com a mulher agredida e os filhos. (Vela Preta/Waldyr Silva)

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Homem acusado de matar companheira se entrega à polícia

Francildo Campos
 
Família da vítima na delegacia

Medianera Silva, a vítima

Acuado por várias diligências efetuadas pela Polícia Civil, Francildo Parda Campos, 26 anos, natural de Pedreiras (MA), residente na Rua Frankfurt, Bairro Bela Vista, em Parauapebas, se entregou à polícia na tarde do último sábado (25). Francildo Campos é acusado de ter matado a companheira dele, Midianera Silva e Silva, 27 anos, com quatro facadas desferidas nas costas. O crime ocorreu na última quinta-feira (23), na residência da mãe da vítima, localizada na Rua Estocolmo, Bairro Vila Rica, em Parauapebas.
No momento em que familiares da vítima tomaram conhecimento que Francildo Campos havia se entregado à polícia, vários membros da família de Midianera Silva se deslocaram para a delegacia, onde permaneceram no local até tarde da noite para se cientificar que o assassino estava mesmo atrás das grades.
“Um monstro desses tem que pagar na cadeia pelo mal que ele fez para minha filha, pois só eu sei a dor que estou sentido agora, e ao mesmo tempo um pouco aliviada em ver que ele está preso, apesar de não ter minha filha de volta”, declarou à reportagem na porta da delegacia a dona de casa Maria do Socorro Silva e Silva, mãe de Midianera Silva.
Ela acrescenta que por muitas vezes aconselhou a filha a deixar o marido por causa da violência praticada contra a mulher e os próprios filhos dela, mas ela tinha medo, porque o homem a ameaçava de morte, caso ela deixasse ele ou o denunciasse à polícia.
“Meu temor é que depois dos depoimentos ele seja solto por meio de habeas corpus, mas tenho fé na justiça divina que ele vai apodrecer na cadeia pelo bárbaro e covarde crime que cometeu, tirando a vida de minha sobrinha”, declarou Francisco da Conceição, tio da vítima.
Reginaldo Matos Fernandes, padrasto de Midianera Silva, contou para a reportagem que minutos antes do crime Francildo Campos chegou tranquilamente ao pequeno comércio, pediu uma pinga para Reginaldo, bebeu a cachaça, pagou e entrou para o quintal da casa onde a vítima estava lavando roupa. “Minutos depois, ouvi os gritos das crianças, avisando que Francildo tinha esfaqueado a mãe deles”, detalha Reginaldo Fernandes.
Para o delegado Antonio Miranda Neto, titular da 20ª Seccional Urbana de Polícia Civil, Francildo Campos só se entregou em virtude das diligências desencadeadas pela polícia, que estava prestes a colocar as mãos no acusado.
Para o delegado Miranda, o assassino ainda se encontrava no período de flagrante, por causa das operações diligenciadas pela polícia desde a quinta-feira (23), quando ocorreu o uxoricídio (assassinato da mulher pelo próprio marido).
À reportagem do CT, Francildo Campos confessou que matou a companheira dele porque ela mentiu pra ele, dizendo que ia olhar um lote pertencente a uma irmã dela, na Vila Palmares Sul, “mas ela foi para a zona rural sem me avisar, no domingo (19), só retornando na quarta-feira de Cinzas”.
Ele conta que tomou conhecimento que a mulher dele o estava traindo com um homem de prenome Batista, com quem um filho menor de idade tinha visto ela tomar banho pelada.
Na discussão entre ambos, minutos antes do assassinato, Francildo Campos relata que Midianera teria dito que ele era corno, cacha-ceiro, moleque, frouxo e brocha, e foi empurrado pela mulher. Com o xingamento, ele diz que avistou uma faca sobre o fogão e desferiu vários golpes no corpo da vítima, que veio a falecer.
Francildo Campos acrescenta que após o crime se deslocou para a zona rural, onde, por rádio, tomou conhecimento que Medianera havia falecido em consequências dos ferimentos, “e então resolvi me entregar à polícia, acompanhado de advogado, muito arrependido do ato que pratiquei”. (Vela Preta/Waldyr Silva)

Adolescente é assassinado a bala



Até o fechamento desta matéria, a polícia de Parauapebas ainda não tinha pistas suficientes para identificar e colocar na cadeia os autores da morte do adolescente Felipe Lima da Silva, 14 anos de idade, natural de Parauapebas, que na madrugada desta segunda-feira (27) foi fulminado com um tiro na cabeça na Rua Sol Poente, na frente de uma loja localizada no nº 171, Bairro da Paz.
De acordo com depoimento prestado à polícia por Hernandes Pereira Lima, 32 anos, tio da vítima, o jovem saiu da casa dos pais dele por volta das 18 horas do último domingo (26), sozinho, sem dizer para onde ia, e na madrugada de segunda-feira foi assassinado.
Em declarações prestadas à reportagem, o sargento PM R.Márcio explica que tomou conhecimento no local do crime que o jovem foi executado com um tiro na cabeça por três elementos que chegaram numa moto Biz preta, por volta das 2h40 da madrugada de ontem (segunda-feira). (Vela Preta/Waldyr Silva)

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Marido violento mata companheira com quatro facadas pelas costas

Midianera Silva e Silva


No momento em que se encontrava no quintal de casa lavando rou-pa numa pia, a dona de casa Midianera Silva e Silva, 27 anos, foi bar-baramente assassinada pelas costas com quatro facadas desferidas pelo companheiro dela, o indivíduo Francildo Parda Campos, 26 anos, que até esta sexta-feira (24) se encontrava foragido.
O assassinato ocorreu por volta das 9h30 da última quinta-feira (23), na residência da mãe da vítima, localizada na Rua Estocolmo, Bairro Vila Rica, em Parauapebas.
Em depoimento colhido pela polícia, a mãe de Midianera Silva, dona Maria do Socorro Silva Fernandes, 42 anos, explica que o assassino entrou na casa, foi até o quintal, onde a mulher se encontrava la-vando roupa, e desferiu várias facadas nas costas da companheira dele, que foi socorrida e encaminhada ao hospital municipal, onde veio a falecer, ao receber atendimento médico, em virtude de sofrer três paradas cardíacas.
Maria do Socorro Silva conta que, depois de executar a mulher, Francildo Campos limpou o sangue da faca na calça, montou numa bicicleta e saiu para rumo ignorado.
A mãe de Midianera Silva acrescenta que a filha dela sofria muito em poder de Francildo, que já havia cortado com facão os longos cabelos da companheira, surrado várias vezes de “panada de facão” nas costas, provocando lesões por vários dias. “Ele chegou a tocar fogo na cama do casal, no armário e em outros móveis da casa”, revela Maria do Socorro, adicionando que o casal vivia junto há seis anos.
Segundo ainda a mãe da vítima, na noite anterior ao homicídio o marido da filha dela chegou à casa embriagado, dizendo que estava com “o diabo no couro” e que ia “fazer uma besteira”, mas depois se acalmou e dormiu.
Reginaldo Matos Fernandes, padrasto da vítima, ratifica que a enteada dele sofria muito na companhia do marido violento. Ele conta que Midianera deixa órfãos seis filhos menores de idade, dois deles concebidos com a união do casal e os outros quatro oriundos do primeiro marido da vítima.
“Ainda avistei quando ele saiu de casa limpando a faca na calça e montando na bicicleta, mas fiquei no desespero, sem saber se eu corria atrás dele ou se cuidava de salvar minha enteada”, explica Reginaldo Fernandes, na esperança que o acusado pague na Justiça pelo crime que cometeu. (Vela Preta/Waldyr Silva)

Assaltante rouba celular de vítima e é preso em flagrante

Ao tomar de assalto o marabaense Anderson dos Santos de Souza, 29 anos, residente na Rua Amazonas, Bairro Rio Verde, Parauapebas, e levar da vítima um aparelho de celular, o elemento Edson Campos de Oliveira, 30 anos, natural de Tucuruí, residente na Rua Araguaia nº 8, Bairro Rio Verde, Parauapebas, foi preso minutos depois pela Polícia Militar em flagrante delito.
O assalto contra Anderson dos Santos ocorreu por volta das 22h50 da última quinta-feira (24), nas proximidades da Praça de Eventos, Bairro Cidade Nova, no momento em que a vítima tentava fazer uma ligação pelo celular.
Em depoimento prestado na delegacia de Polícia Civil, Anderson dos Santos contou que estava fazendo a ligação telefônica quando foi surpreendido pelo assaltante que, com uma faca na mão direita, ordenou que a vítima entregasse o aparelho celular, senão seria esfaqueado.
“Ainda pedi que o assaltante devolvesse pelo menos o chip do celular, mas ele disse que não ia devolver, e saiu em disparada na direção da Rua 9, para o Bairro União”, explica a vítima.
Sem o celular, Anderson dos Santos avistou uma viatura da Polícia Militar e deu queixa sobre o assalto sofrido. Imediatamente, a guarnição da PM saiu à procura do acusado, encontrando-o na esquina da Rua 10 com a Rua H, Bairro União, e conduziu o sujeito à delegacia de polícia, onde prestou depoimento, devolveu o celular ao proprietário e se encontra à disposição da Justiça. (Vela Preta/Waldyr Silva)

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Comerciante é executado à luz do dia no Bairro Rio Verde, em Parauapebas



O proprietário da distribuidora de bebida Mourão, Antonio Rogério Mourão, natural de Campo Maior (PI), residente na Rua Tocantins nº 80-A, entre as ruas 7 de Setembro e Rio de Janeiro, Bairro Rio Verde, Parauapebas, foi sumariamente executado por volta das 16 horas desta quarta-feira (22) com cinco disparos no corpo, sendo quatro no peito e um na cabeça.
De acordo com o que apurou a reportagem junto ao sargento PM Pamplona, o comerciante foi vítima de dois homens que passaram numa moto, na esquina das ruas Tancredo Neves e 7 de Setembro, e fizeram os disparos com uma pistola calibre 380, cujas cápsulas das balas ficaram ao lado corpo de Antonio Rogério. Após o homicídio, a dupla saiu em disparada na moto para rumo ignorado.
Segundo o delegado plantonista Nelson Alves Júnior, a Polícia Civil vai requisitar imagens de câmeras de algumas residências localizadas nas proximidades do local onde ocorreu o homicídio, na tentativa de identificar os supostos pistoleiros.
Antonio Rogério foi alvejado pelos bandidos no momento em que acabara de sair do seu depósito de bebida para fazer uma entrega a um cliente. A polícia suspeita que a vítima tenha sido abordada pelos dois homens, que poderiam ter anunciado um assalto, e reagido à ação dos bandidos, uma vez que nada foi levado do comerciante, que encontrava com dinheiro no bolso.
No ano passado, de acordo com informações de familiares do comerciante, a distribuidora de bebida Mourão foi assaltada três vezes, tendo um dos assaltos rendido R$ 45 mil aos meliantes. (Vela Preta/Waldyr Silva)

Motoqueiro é abalroado por carro e morto na madrugada de quarta-feira



Ao retornar das festas de carnaval para casa, pilotando uma moto Honda, modelo Fan, placa OFI 4811, Parauapebas, na madrugada desta quarta-feira (22), o armador Antonio Kelvin Fernandes Moraes, 20 anos, natural de Vitorino Freire (MA), residente no Bairro Liberdade, Parauapebas, foi violentamente atingido por um Palio-EX de placa HVZ 5896 (Marabá-PA) dirigido por José do Socorro Moreira Pimentel, 39 anos.
O trágico acidente ocorreu por volta das 3 horas da madrugada desta quarta-feira (22), na esquina das ruas 13 e E, no Bairro Cidade Nova, nas proximidades de um posto de combustível.
Em declarações prestadas à reportagem, Valdemir dos Santos Carvalho, residente na Rua Lauro Corona, Bairro da Paz, Parauapebas, defendeu que o filho dele trefegava na via preferencial, quando de repente o motorista do Palio cruzou a rua, subiu num canteiro e colidiu em cheio com a moto da vítima, que estava sem capacete e sem habilitação e foi atingida na cabeça com o baque.
“Cheguei a dar conselho para ele não sair na moto, ou se saísse que pelo menos não ingerisse bebida alcoólica, mas ele não me ouviu, e perdeu a vida de forma trágica”, lamentou Valdemir dos Santos.
Na 20ª Seccional Urbana de Polícia Civil, o delegado Nelson Alves Júnior explicou ao jornal que foi avisado sobre o acidente, mas quando a polícia chegou ao local, para fazer levantamento de praxe, uma equipe do Corpo de Bombeiros já havia removido o corpo da vítima e encaminhado ao hospital municipal, situação que poderia dificultar a investigação do caso.
Segundo o delegado, o motorista atropelador foi detido para prestar depoimento e ficou de pagar fiança para responder pelo crime em liberdade.
Procurado para falar sobre o assunto, o cabo BM Vale esclareceu que quando a guarnição do Corpo de Bombeiros chegou ao local do acidente o motoqueiro ainda estava com vida. “Por isso, providenciamos os preparativos e às pressas encaminhamos o rapaz ao hospital municipal, na tentativa de salvá-lo, mas infelizmente ele faleceu”, explica o bombeiro.
Cabo Vale acrescenta que quando uma equipe do Corpo de Bombeiros chega a determinado local de acidente e encontra a pessoa atropelada ainda sem vida, a obrigação da equipe é esperar a Polícia Civil chegar para fazer os procedimentos de levantamento da área. “Mas quando encontramos a vítima ainda com vida, temos a obrigação de tentar salvar o acidentado, conduzindo-o para o hospital”, enfatiza. (Vela Preta/Waldyr Silva)