sábado, 29 de agosto de 2015

Jovem de 21 anos é executado a tiros

Rômulo Vitor da Silva Santos, 21 anos de idade, foi executado a tiros por volta das 13 horas da última quinta-feira (27), quando seguia pela Rua Gameleira, no Bairro da Paz, em Curionópolis.

De acordo com o sargento PM Magalhães, até o fechamento desta matéria a Policia Civil pouco sabia sobre os motivos e autores do crime, porque no local prevaleceu a lei do silêncio. "A única coisa que apuramos no local é que a vítima foi executada por dois elementos que estavam em uma moto preta”, informa o policial.

Segundo ainda o PM, logo após o crime foram montadas barreiras na entrada e saída de Curionópolis e Eldorado do Carajás e também informado sobre o caso para Parauapebas, para tentar prender os suspeitos, mas não conseguiram localizá-los.

Sargento Magalhães avalia que tudo leva a crer que se trata de acerto de contas ou execução por desavença entre criminosos. Ele observa que a vítima já tinha várias passagens pela polícia por furto, roubo, venda e consumo de drogas. (Vela Preta/Waldyr Silva)

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Dono de oficina de moto é acusado de receptação

O mecânico Valmir Santos Silva, 29 anos, dono de uma oficina de motos localizada no Bairro Betânia, em Parauapebas, foi preso nesta quarta-feira (26) pela Polícia Militar, acusado de receptação de moto e carros roubados. A PM chegou até o acusado após a apreensão de uma moto que foi roubada no Maranhão.

No momento da apreensão, numa blitz ocorrida na vila Alto Bonito, a motocicleta estava sendo conduzida por Marcos Pereira Nogueira, que disse ter comprado o veículo pensando que o mesmo estivesse legalizado. "Eu não sabia que ela [moto] era roubada. Comprei para usar na roça, onde eu moro", justificou Marcos Nogueira, que levou os policiais até a oficina onde teria comprado a moto.

De acordo com o cabo PM Sobral, do destacamento policial em Alto Bonito, todos os dias eles estão realizando blitz em todos os assentamentos daquela localidade, para tentar apreender e coibir o roubo de motos.

Segundo ainda o policial militar, a abordagem de Marcos aconteceu por volta das 18 horas de terça-feira (25). Ele estava sem o documento do veículo e, ao fazerem a verificação pela placa, constataram que o mesmo foi roubado no Maranhão.

À polícia, o condutor disse que comprou a moto de um homem conhecido como Paulinho, em uma oficina no Bairro Betânia. “Os comparsas desse elemento [Paulinho] roubam as motos e repassam para ele, que despacha para as comunidades da zona rural", explica o cabo Sobral, frisando que Paulinho, assim como Valmir, já é conhecido.

Ao ser procurado pela reportagem, Valmir Silva tentou intimidar o repórter Ronaldo Modesto, quando este tentou fotografá-lo e ouvi-lo na delegacia. A ameaça foi comunicada à polícia. Marcos Nogueira, por sua vez, informou que comprou a moto de Valmir Silva por R$ 2,5 mil.

"Vim com a polícia e o cara confirmou que me vendeu a moto e já nos levou na casa de outro cara, que teria dado para ele a moto para vender. Ele disse que vendeu a moto para ganhar comissão”, relata Marcos Nogueira. Segundo foi apurado pela polícia, Valmir comprou a moto por R$ 1 mil e depois revendeu por R$ 2,5 mil para Marcos Nogueira.

Para o delegado Nelson Alves Júnior, plantonista na 20ª Seccional de Polícia Civil de Parauapebas, isso é caracterizado como receptação culposa. Ele explica que, como se trata de crime afiançável, Valmir vai responder ao processo em liberdade. "Ainda vamos conversar com ele, para saber de quem ele comprou essa moto. Talvez uma terceira pessoa seja incluída nesse processo", adianta o delegado. (Vela Preta/Waldyr Silva)

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Duas pessoas mortas a tiros


O último domingo (23) foi marcado com duas mortes na zona rural dos municípios de Parauapebas e Eldorado do Carajás. As duas vítimas são o agricultor Raimundo Pereira Lima, de 62 anos, na localidade de Viveiros, antiga fazenda Bamerindus, município de Eldorado do Carajás, e Adenilson Pinheiro da Silva, na Vila Palmares II, município de Parauapebas.

Conforme apurou a reportagem junto à polícia e testemunhas, Raimundo Lima morreu por volta das 13h30 de domingo, após ser atingido por um tiro de arma de fogo artesanal, do tipo “por fora", disparado acidentalmente quando ele fazia caçada de animais silvestres.

Segundo explicou Valdete Pereira Lima, irmã de Raimundo, ele tinha terra na localidade e foi caçar capivaras juntamente com um amigo. Quando seguiam pela estrada a arma escorregou do braço dele e caiu, vindo a disparar e acertá-lo. "Ao ser atingido, ele pediu socorro ao amigo e disse que estava morrendo”, conta Valdete Lima, lamentando a tragédia que ceifou a vida do irmão.

Já Adenilson Pinheiro foi assassinado a tiros na noite de domingo (23), na Rua Jerusalém, Vila Palmares II, zona rural de Parauapebas. A vítima tinha sido presa na sexta-feira (21) juntamente com o irmão, Genilson Pinheiro da Silva, após ambos terem se envolvido em uma confusão na praça da vila.

José Ribamar Pinheiro, pai de Adenilson, disse que não sabia ao certo o que tinha acontecido e admitiu que não foi surpresa para ele a prisão do filho, que tinha histórico de se meter em confusão.

"Tomei conhecimento que Adenilson, que era usuário de drogas, foi para uma festa na vila e lá foi com outros colegas fazer uso de entorpecente atrás de uma casa, quando chegaram dois homens em uma moto atirando”, detalha José Ribamar, acrescentando que o filho ainda correu, mas foi alvejado e caiu na porta do local onde acontecia a festa e lá veio a óbito. (Vela Preta/Waldyr Silva)

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Polícia desarticula esquema de falsificação de água mineral

Equipes da Polícia Civil de Parauapebas e de Marabá deslancharam no último sábado (22) a operação "Poseidon", que investiga um esquema de adulteração e falsificação de água mineral em Parauapebas, culminando na prisão da mulher Midhian Nascimento Santos, dona da empresa, que funciona no Bairro Cidade Nova e que seria responsável pela falsificação.

De acordo com a polícia, Midhian Santos, juntamente com o marido dela, conhecido como “Mano”, fazia a recarga dos galões retornáveis de 20 litros com água da torneira. Depois, o casal colocava o lacre e rótulo falsificados e vendia o produto, como se fosse água mineral, para diversas empresas como de construção civil, com preços variando entre R$ 4 e R$ 5 o galão.

Em declarações prestadas à reportagem, a delegada Yanna Azevedo explicou que a operação foi resultado de uma investigação minuciosa, após várias denúncias. Foram apreendidos, juntamente com outras documentações, materiais como lacres e rótulos falsificados.

O marido da acusada não foi encontrado e nem se apresentou na polícia. Midhian pagou fiança no valor de 10 salários mínimos e foi liberada, mas vai responder ao processo em liberdade, por falsificação.

Os policiais não conseguiram encontrar o local onde era feito o engarrafamento da água, mas continuam investigando o esquema de adulteração e falsificação de água mineral. (Vela Preta/ Waldyr Silva)

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Polícia Civil inaugura na segunda-feira novas instalações da 20ª Seccional Urbana

Depois de quase um ano passando por reforma e ampliação, o prédio da 20ª Seccional Urbana de Polícia Civil, em Parauapebas, deverá ser reinaugurado na próxima segunda-feira (17), segundo informações do superintendente regional, delegado Thiago Carneiro.

Durante este período, o atendimento ao público vem sendo feito num prédio alugado no Bairro Jardim Canadá, nas proximidades do prédio da 20ª Seccional Urbana.

Para Thiago Carneiro, a reforma das instalações físicas do prédio vai ser um ganho muito importante para o município de Parauapebas, uma vez que “melhoraremos o atendimento, ganharemos mais salas e uma estrutura muito melhor que a ofertada hoje, o que vai ser bom para os policiais civis e toda a população”.

Presenças
A autoridade policial destaca que o evento de inauguração, marcada para a tarde de segunda-feira, deverá contar com as presenças do secretário de estado de Segurança Pública, general Jeannot Jansen; delegado geral, Rilmar Firmino de Sousa; e do delegado de polícia do interior, Sílvio Cézar Maués Batista, dentre outras autoridades.

Conforme ainda o superintendente, além da estrutura do prédio, novos equipamentos e móveis já foram instalados, assim como sistema de informática e logístico. "É um evento esperado pela gente e que deve melhorar inclusive o trabalho de investigação na cidade”, finalizou Thiago Carneiro. (Vela Preta/Waldyr Silva)

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Susipe estreita relacionamento com familiares de presos

A direção da carceragem do Bairro Rio Verde, em Parauapebas, reuniu-se na noite da última terça-feira (11) com familiares e visitantes de presos em uma igreja evangélica do Bairro Liberdade I, com o objetivo de estreitar o relacionamento e contar com o apoio das famílias para a melhoria do comportamento do custodiado dentro da carceragem.

O diretor da casa penal, Adalberto Murilo Barbosa de Souza, falou aos familiares sobre a importância de um diálogo aberto entre a Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado do Pará (Susipe), Poder Judiciário, Ministério Público, familiares e presos. “Estamos tentando fazer, com o apoio das famílias, um trabalho que consista levar melhorias à casa penal e, consequentemente, aos presos”, informou.

Segundo o diretor, as famílias são importantes para ajudar na disciplina e na organização da carceragem, para que os agentes possam trabalhar com o preso a sua ressocialização. “Se eles entenderem e respeitarem as normas da casa penal, todo o sistema ganha”, destacou Adalberto Souza, acrescentando que, nesse processo, o respeito mútuo é primordial.

Representando a Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Parauapebas, o advogado Gildásio Teixeira Ramos Sobrinho reforçou que o relacionamento da Susipe com os familiares de presos é muito positivo e pode contribuir para a melhoria do comportamento deles dentro da carceragem.

“A OAB incentiva e sempre apoiará iniciativas como essa”, declarou o causídico, observando que o juiz criminal da Comarca de Parauapebas, Líbio Araujo Moura, mantém relacionamento respeitoso com o encarcerado, com suas famílias e tem dado todo o apoio necessário para essas ações.

Perguntado sobre a eventual realização de mutirões para agilizar processos de presos da cidade, Gildásio Sobrinho informou que a Vara Criminal já está elaborando estudo para verificar quais presos já têm condição de aguardar a ação penal em liberdade.

“Com essa atitude, em conjunto com o Poder Judiciário, Ministério Público e a Susipe, a situação da população carcerária vai melhorar, tendo em vista que há presos que já têm condição de aguardar a ação penal em liberdade”, antecipou, informando que a data do mutirão ainda não foi definida.

Para a dona de casa Iriselma de Jesus Reis, tia de um preso acusado de envolvimento com tráfico de drogas, o atendimento na cadeia pública de Parauapebas já está melhorando e ela acredita que o trabalho da direção tem tudo para dar certo.

“Meu sobrinho foi preso por envolvimento com drogas. Sempre que possível eu vou visitá-lo. Eu me senti muito bem ao ir lá e fiquei ainda mais feliz em ver que a direção quer melhorar realmente o relacionamento com a gente. Apoio esse trabalho”, declarou.

A carceragem de Parauapebas atualmente conta com 94 presos, mais que o dobro de sua capacidade. (Vela Preta/Waldyr Silva)