quarta-feira, 19 de julho de 2017

Motociclista é vítima de latrocínio

O motociclista Orlando Sousa foi assassinado a tiro durante um assalto por volta das 15h40 desta terça-feira (18) no Bairro Betânia, em Parauapebas. Segundo informações de testemunhas, um assaltante chegou na garupa de um mototaxista e abordou a vítima, que estava em uma moto, e anunciou o assalto.

O homem teria se recusado a entregar o veículo e o assaltante efetuou um disparo na cabeça dele, que morreu no local. O crime aconteceu na Rua Pio XII, esquina com a Rua Bom Jesus.

De acordo ainda com testemunhas, Orlando estava chegando a um lava jato, em uma moto CB 300, quando em seguida chegou o assaltante e apontou a arma para a vítima, dizendo: “Passa a moto, passa a moto!”.

O motociclista relutou em entregar o veículo e o assaltante fez o disparo contra a cabeça dele e fugiu levando a moto. A Polícia Militar faz buscas na cidade tentando localizar o assaltante. (Tina Santos / Waldyr Silva)

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Colono é assassinado com três tiros na zona rural de Parauapebas

Por motivos ainda não descobertos pela Polícia Civil, foi assassinado na manhã desta segunda-feira (3), com três tiros de revólver calibre 38, o trabalhador rural Marcelo dos Santos Andrade, 32 anos de idade, natural de Santa Maria da Vitória (BA).

O crime ocorreu num barraco localizado na área de invasão após a linha férrea, a cinco quilômetros da Vila Onalício Barros, zona rural de Parauapebas, onde a vítima morava, distante cerca de 30 quilômetros do centro da cidade.

De acordo com Antonio Wilson de Andrade, pai de Marcelo dos Santos, a vítima havia passado a noite em uma festa na vila e pela manhã se dirigiu ao barraco, para dormir. Minutos depois, colonos vizinhos de Marcelo ouviram três disparos em direção ao casebre. Chegando ao local, se depararam com o colono caído ao chão ainda agonizando, mas não resistiu aos ferimentos e morreu ali mesmo.

“Não sei o que pode ter acontecido. Só sei que logo depois chegou uma mulher pedindo um celular que estava com ele, e ela foi três vezes atrás de mim querendo o celular, mas eu entreguei para a polícia”, contou o pai da vítima, revelando que dias atrás Marcelo havia discutido com um colono identificado por “Irmão Neguinho”, dono de um gado que teria invadido a roça de Marcelo Andrade e comido toda plantação e este teria atirado no gado e atingido uma vaca, que morreu dias depois.

Antonio Wilson disse também que outro colono conhecido por “Vaninho” havia discutido com o filho dele, mas o pai de Marcelo não relatou o teor da discussão.

O inquérito policial foi aberto e o crime está sendo investigado pela equipe de investigadores da delegada Yanna Azevedo, diretora da 20ª Seccional Urbana de Polícia Civil de Parauapebas. (Caetano Silva / Waldyr Silva)

sábado, 24 de junho de 2017

Mais duas mortes envolvendo motocicletas


A cidade de Parauapebas registrou nesta quinta-feira (22) mais duas mortes por atropelamento no trânsito da cidade. As vítimas são a mulher Eliziene Silva dos Santos, de 25 anos, que foi atingida pela manhã por uma caminhonete quando ela seguia em uma motocicleta, e Edivaldo Trindade de Assunção, de 33 anos, que colidiu a motocicleta que pilotava com um poste na Rodovia PA 160, por volta das 23 horas.

O acidente que levou à morte Eliziene Silva aconteceu por volta das 7h30 na rotatória de acesso ao Bairro Amazonas, onde a vítima morava. Eliziene chegou a ser socorrida e levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no Bairro Cidade Jardim, mas já chegou sem vida.

Segundo parentes, a mulher tinha ido deixar a filha na escola e no retorno passou em uma padaria e estava seguindo para casa, sem capacete, quando aconteceu o acidente, sofrendo traumatismo craniano.

Já Edivaldo Trindade chocou a moto com um poste nas proximidades do Residencial Alto Bonito, bateu a cabeça e esta partiu a caixa craniana e parte da massa encefálica ficou espalhada na pista.

A mulher do piloto da moto, Maria Elenir Silva Sousa, de 32 anos, que era transportada na garupa e ficou gravemente ferida, foi socorrida e levada para o Hospital Geral de Parauapebas (HGP), onde ficou internada. (Vela Preta / Waldyr Silva)

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Parauapebas registra três homicídios na madrugada de sábado



O município de Parauapebas foi palco na madrugada deste sábado (3) de mais três homicídios. As vítimas são Leonardo Henrique Gama de Moura, de 24 anos; Antônio Neto Afonso Pantoja, 32 anos; e Paulo José Costa Gomes, 40 anos.

O corpo de Paulo José foi encontrado, até então sem identificação, a cerca de dois quilômetros de um viaduto da Estrada de Ferro Carajás, nas proximidades de Palmares Sul. A vítima só foi identificada porque um irmão dela viu fotos da motocicleta publicadas em rede social e foi até a delegacia saber o que tinha acontecido.

Pelos primeiros levantamentos feitos no local do crime, de acordo com o delegado José Euclides Aquino, tudo indica que Paulo José foi levado até o local onde foi executado, já que a moto dele foi encontrada em outra área em perfeito estado.

Duplo homicídio
Leonardo Henrique e Antônio Pantoja foram alvejados a tiros por volta de 2 horas da madrugada de sábado (3), às margens da Estrada Faruk Salmen, a poucos metros da delegacia de Polícia Civil, no Bairro Jardim Canadá. Leonardo morreu no local e Antônio ainda foi encaminhado ao Hospital Municipal, mas veio a óbito pouco tempo depois.

O barulho dos tiros alertou a equipe de plantão na 20ª Seccional Urbana, que imediatamente foi até o local para ver o que estava acontecendo. Segundo o delegado José Euclides, que estava no plantão, ao chegar ao local ele avistou uma motocicleta caída no canteiro central da estrada e Antônio Pantoja ainda com vida. Minutos depois, a equipe policial localizou Leonardo Henrique morto dentro de um matagal com capacete na cabeça.

Os policiais acionaram o resgate, mas a ambulância estava em outra missão. Para tentar salvar a vida da vítima, a viatura da Polícia Militar levou o rapaz para o hospital.

"Esperamos identificar e prender o mais rápido possível o autor ou autores do crime", adianta José Aquino, acrescentando que nos levantamentos feitos até agora não consta no sistema se Antônio Pantoja e Leonardo Henrique tenham passagem pela polícia em Parauapebas. (Vela Preta / Waldyr Silva)

domingo, 4 de junho de 2017

‘Monstro de Curionópolis’ deve ser transferido de São Paulo para Belém

Deve ser recambiado nos próximos dias para o Pará José Carlos Anjos dos Santos, de 38 anos, que assassinou a pauladas, na última segunda-feira (29), dois enteados, de nove e 12 anos de idade, em Curionópolis, e deixou gravemente feridas outra enteada, de seis anos, e a companheira dele, Adriana Matos Alves, de 28 anos, com quem ele vivia há quatro anos.

José Carlos se entregou à polícia, por volta de 18 horas da última quinta-feira (1º), na cidade de Mongaguá, na região litorânea de São Paulo.

Segundo o delegado Thiago Carneiro, responsável pelas investigações, como o crime foi de grande comoção, pela brutalidade que chocou a sociedade local, José Carlos não será recambiado para Curionópolis e nem para Parauapebas, mas, para Belém.

"Estamos discutindo isso, porque não há como trazê-lo para cá [Curionópolis] e nem para Parauapebas, porque não temos como garantir a segurança, já que agora ele está sob a responsabilidade do estado", explica o delegado.

Thiago Carneiro, que vem respondendo interinamente pela Delegacia de Curionópolis, informou durante coletiva com a imprensa, na manhã desta sexta-feira (2), que a polícia tinha rastreado todos os passos do acusado e já sabia que ele estava em São Paulo.

"Se ele não se entregasse, era questão de tempo prendê-lo", observa o delegado, destacando que José Carlos já estava com a prisão preventiva decretada pela Justiça.

De acordo ainda com a autoridade policial, José Carlos, que ficou conhecido como "Monstro de Curionópolis”, aparentemente premeditou o crime, pois, após cometer a carnificina, fugiu para Marabá, onde pegou um voo para São Paulo, indo se homiziar em casas de parentes.

O delegado destaca que no levantamento feito até agora não consta que o acusado já tenha passagens pela polícia, uma vez que uma das informações levantadas durante as investigações era que José Carlos tinha um homicídio na ficha dele, tendo assassinado o próprio irmão. “Isso não foi comprovado, mas vamos refazer esses levantamentos, pode haver porque falhas no sistema, para sabermos realmente quem é José Carlos”, observa o delegado, informado que foi levantado que o acusado é natural do Estado de Sergipe, de uma cidade chamada Maruim.

Thiago Carneiro reforça que tão logo ele chegue a solo paraense será interrogado para que diga o que motivou o crime bárbaro que cometeu. "Vamos ouvi-lo, para fechar o inquérito, e encaminhá-lo à Justiça, ressalta.

Comemoração
Assim que a notícia da prisão de José Carlos foi confirmada, parentes, amigos e populares revoltados com o crime saíram às ruas de Curionópolis para comemorar e gritar por justiça.

O crime causou grande comoção na cidade e muita gente se uniu à família das vítimas na luta por justiça. Cada informação sobre o paradeiro do "Monstro de Curionópolis" era checada e a confirmação da prisão dele no início da tarde de quinta-feira foi bastante comemorada, mas para os parentes e amigos esse é apenas um passo dado. Eles esperam que o acusado seja condenado e passe longos anos preso.

As outras duas vítimas de José Carlos continuam internadas no Hospital Regional de Marabá. Segundo parentes, Adriana iria ter alta da UTI na sexta-feira e a criança, de seis anos, também já estaria bem melhor e pode deixar a Unidade de Terapia Intensiva nos próximos dias.

Guarda dos filhos
Ainda visivelmente abatido, com semblante cansado, de quem pouco tem dormido, Maxione Silva Souza diz que já pensava em pedir a guarda dos filhos, porque o filho do meio, Carlos Alexandre, de nove anos, morto por José Carlos, já havia lhe contado que vinha sofrendo agressões físicas do padrasto.

"Eu já pensava em pedir a guarda dos meus filhos à Justiça, porque a mãe deles não queria deixá-los comigo. Nunca deixei faltar nada para eles, pagava a pensão e ajudava no que era preciso", ressalta Maxione Souza, acrescentando que ficou sem chão quando soube o que havia acontecido com as crianças e só acreditou quando foi até a casa onde eles moravam com mãe e o padrasto e viu a cena macabra.

Sobre a prisão do acusado, Maxione Souza diz que isso não vai trazer a vida dos filhos dele de volta, mas o criminoso vai pagar pela maldade que fez. "Quero que ele sinta a dor que meus filhos sentiram. Ele vai sofrer por cada lágrima derramada”, afirma Maxione, dizendo que José Carlos não é um homem, "é um bandido, um monstro". (Tina Santos / Waldyr Silva)

domingo, 28 de maio de 2017

Três mortes violentas ocorridas em Parauapebas e Curionópolis




Os municípios de Parauapebas e Curionópolis foram palco de três mortes violentas nesta semana. As vítimas são Raimundo Soares da Silva, que foi atingido com dois tiros; Paulo Cézar Ferreira da Cruz, vítima de golpes de faca; e Eliaci Rodrigues Silva, assassinado a tiros.

Raimundo Soares
A morte de Raimundo Soares ocorreu na noite da última quinta-feira (25), quando dois homens chegaram de motocicleta e tentaram assaltar o bar dele, no Bairro Rio Verde, em Parauapebas. O comerciante reagiu ao assalto, travou luta corporal com um dos bandidos e acabou sendo atingido e morto por dois disparos de arma de fogo.

Luciano Fernandes da Silva, de 21 anos, foi preso em casa e acabou sendo reconhecido por uma vítima de outro assalto. A polícia chegou até ele graças a informações de populares que acompanharam a perseguição policial e deram as pistas necessárias que levaram até a casa do assaltante.

À polícia, Luciano Fernandes confessou o crime e disse que jogou o revólver (calibre 32) em um terreno baldio na Rua Vasco da Gama, Bairro Nova Vida. Confessou também já ter cometido outros assaltos na cidade.

Para a reportagem, o acusado colocou toda a culpa do crime no comparsa, que teria anunciado o assalto, cometido o assassinato e fugido do local. Acrescentou que estava bebendo com Douglas e em determinado momento este o chamou para ir embora. Luciano foi até a moto, enquanto Douglas ficou no bar e anunciou o assalto. Logo em seguida, ele ouviu os tiros e seu amigo subiu na garupa, mandando acelerar a motocicleta e fugir. "Eu não sabia nada de assalto. Nós saímos foi para beber", alega.

Logo após a prisão de Luciano, este foi reconhecido por outra vítima de assalto, Clei Pires Figueiredo. Ele contou que no dia 20 o acusado assaltou o estabelecimento comercial dele, de onde levou oito celulares, facas, canivetes e outros objetos, e apontou uma arma para a mulher e a filha dele. Nesse crime, Luciano estava em companhia de uma mulher, que pegou os objetos enquanto Luciano apontava a arma para Clei e sua família. A identificação foi possível graças ao circuito interno de TV.

Paulo Cézar
A outra vítima foi o flanelinha Paulo Cézar Ferreira da Cruz, o "Jack”, de 35 anos, vítima de assassinato a golpes de faca, cujo corpo foi encontrado na tarde de sexta-feira (26) nos fundos da casa dele, localizada na Rua Araçagi, Bairro Vida Nova II, em Parauapebas.

Por volta das 21 horas do dia anterior, vizinhos ouviram gritos, mas ninguém teve coragem de sair de casa para ver o que estava acontecendo. Maria Rita Ferreira da Silva, prima de Paulo Cézar, que mora na mesma rua, contou que estava em casa quando uma amiga da família passou por lá e perguntou por Paulo, ao que ela respondeu que não sabia. Diante disso, a mulher foi até a casa da vítima e encontrou o corpo em um matagal nos fundos da casa.

Eliaci Rodrigues
O corpo de Eliaci Rodrigues Silva, conhecido por "Eliá”, de 59 anos, foi encontrado por populares na tarde desta sexta-feira (26) numa vicinal que dá acesso a Serra do Ouro, a 6 km da Vila de Serra Pelada, município de Curionópolis, e a 10 km da propriedade rural em que a vítima morava.

De acordo com o investigador Pedro Souza, da Polícia Civil, que esteve no local junto com a Polícia Militar, "Eliá" já teve passagens pela policia por tráfico de drogas e havia informações de que ele continuava praticando esse tipo de crime nas festas que aconteciam aos finais de semana naquela localidade rural.

A vítima era acusada também de se envolver em invasão de pequenos lotes. Recentemente, Eliaci teria vendido um lote de três alqueires para um colono da região, mas depois tomou a terra de volta, na marra.

Junto com o corpo foram encontradas a motocicleta em que ele andava e várias cápsulas de bala espalhadas. Os projéteis foram recolhidos e encaminhados ao Instituto de Criminalística para tentar identificar qual o calibre. (Vela Preta / Waldyr Silva)

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Homem que matou namorada e enterrou no quintal ainda se encontra solto

Ainda repercute na região o caso do homem que matou a namorada em Canaã dos Carajás e enterrou no quintal da casa dele. Maria Rosa Gomes, de 41 anos, foi sepultada nesta quarta-feira (24) em Parauapebas.

O corpo de Maria Rosa foi encontrado na terça-feira (23), já em decomposição, após o próprio Francisco Maciel Silva Brasil, namorado da vítima, ter ligado para um sobrinho dele e confessado que havia matado a mulher e enterrado o corpo no quintal da casa dele, localizada no Bairro Novo Brasil, em Canaã. Esse parente acionou a polícia, que esteve no local, confirmou o caso e chamou peritos do Instituto Médico Legal (IML) de Parauapebas para desenterrar o corpo, que apresentava sinais de ferimentos por arma branca.

Segundo vizinhos, o casal, que estava junto há cinco meses, teve uma grande discussão na noite de domingo (21). Eles chegaram a ouvir gritos, mas ninguém fez nada e pouco depois os gritos pararam.

Quando amanheceu segunda-feira (22), perceberam que Francisco Maciel estava vendendo todos os pertences e móveis da casa e viajou, sem a namorada. Os vizinhos dizem que ficaram perplexos ao saber da notícia que Francisco havia matado a namorada e a enterrado no quintal da casa dele.

De acordo com Raimundo Nonato Gomes, irmão de Maria Rosa, ela saiu da casa onde morava em Parauapebas, na Rua Gabriel Pimenta, Bairro Rio Verde, na noite de sábado (20), dizendo que ia para a casa do namorado em Canaã dos Carajás.

"Só tivemos notícias dela na terça-feira, quando uma amiga da minha outra irmã, que mora em Canaã, soube que tinham achado o corpo de uma mulher, que era de Parauapebas, enterrada no quintal de uma casa e foi até lá ver, porque essa minha irmã havia pedido ajuda para localizar Rosa na cidade, pois desde sábado que ela não dava notícias", relata Raimundo Nonato.

Ainda de acordo com o irmão da vítima, o sobrinho de Francisco contou à polícia que ele justificou que matou Rosa porque ela o teria roubado e tentado matá-lo com uma tesoura. Disse que a irmã era ajudada pelo namorado e por isso ela não tinha necessidade de roubá-lo.

"Cheguei a ficar uns dias na casa dele lá em Canaã e ele parecia ser um cara tranquilo. Nunca imaginei que ele pudesse fazer isso com minha irmã, mas quem vê cara não vê coração", lamenta Raimundo Nonato. (Vela Preta / Waldyr Silva)