terça-feira, 12 de julho de 2011

Bandidos detonam caixas eletrônicos em Carajás e fogem com dinheiro




Seis elementos fortemente armados de pistolas e armas longas explodiram com dinamite por volta das 23h40 da última sexta-feira (8) cinco caixas eletrônicos instalados nas minas N4 e N5, em Carajás, e levaram duas mochilas cheias de dinheiro, cujo valor ainda não foi levantado pelas instituições bancárias, que seriam Banco do Brasil, Bradesco e Santander.
O local onde aconteceu o assalto fica a 25 quilômetros do núcleo urbano de Carajás e 50 quilômetros do centro de Parauapebas. Depois de tomar conhecimento sobre o assalto, a polícia montou barreira na portaria de acesso a Carajás, em Parauapebas, e na região da Área de Proteção Ambiental (Apa), mas não teve êxito na operação.
A reportagem da Sucursal do CORREIO DO TOCANTINS em Parauapebas procurou informações sobre o assalto junto ao delegado Antonio Miranda Neto, diretor da 20ª Seccional Urbana de Polícia Civil, mas ele se mostrou reticente, dizendo que ainda estava apurando o caso.
Para ter acesso às minas de Carajás, de acordo com o que explicou à reportagem o capitão PM Miranda, os bandidos renderam o vigia que estava desarmado na portaria da Área de Proteção Ambiental (Apa) do Gelado, na Floresta Nacional de Carajás.
No momento da rendição, o segurança acionou discretamente um botão do rádio (HT) de comunicação e a conversa dos criminosos com o vigia passou a ser ouvida por outros seguranças. A polícia foi acionada pelo setor de vigilância patrimonial da Vale, mas não chegou a tempo de localizar e prender os assaltantes.
Da portaria da Apa, os assaltantes se dirigiram ao centro administrativo das minas N4 e N5, onde havia os caixas eletrônicos, renderam cerca de 15 a 20 pessoas, colocaram uma quantidade exata de explosivos nos equipamentos, detonaram e levaram o dinheiro, numa ação que durou algo em torno de 10 a 15 minutos.
Ao deixar o local do assalto, os bandidos atearam fogo num veículo no meio da pista, com a intenção de dificultar o acesso da polícia motorizada, e retornaram por onde entraram nas minas para rumo ignorado.

Na hora do assalto estava acontecendo um show com Nilson Chaves na inauguração de um restaurante no Núcleo Urbano de Carajás e a população local ficou apreensiva com receio de que os meliantes pudessem passar por lá para fazer reféns.
Segundo o capitão Miranda, o trabalho realizado pelos bandidos foi coisa de profissional. A polícia ainda não tem ainda pista sobre os assaltantes.

NOTA DA VALE
Procurada pela reportagem do jornal, a assessoria de imprensa da mineradora Vale, numa nota lacônica distribuída aos veículos de comunicação, explica que “Na sexta feira, 8 de julho, por volta das 23h40, aconteceu um assalto nos caixas eletrônicos das minas N4 e N5. Durante a ação, um grupo de bandidos armados renderam (sic) alguns empregados. Não houve vítima. Os bandidos fugiram sem levar reféns. A polícia foi acionada e iniciou as investigações”. (Reportagem: Vela Preta; redação: Waldyr Silva)

Dono de bar mata cliente por causa de ‘música de corno’


Antonio Francinaldo


Vítima, em foto de documento

Depois de tomar umas cervejas e reclamar que certa canção que estava rodando no bar era “música de corno”, o cliente Antonio Francinaldo Costa da Silva, que completaria 29 anos nesta segunda-feira (11), natural de Buriti (MA), foi assassinado com golpes de faca pelo proprietário do estabelecimento, Osmando Silva, conhecido por “Farofa”, que se encontra foragido.
O homicídio ocorreu por volta das 17h30 do último domingo (10), num bar localizado nas proximidades do Mercado Municipal, na Avenida Liberdade, Bairro Rio Verde, em Parauapebas.
O delegado Nelson Alves Júnior, plantonista da 20ª Seccional Urbana de Polícia Civil, já ouviu algumas testemunhas que presenciaram a execução de Antonio Francinaldo, para pedir à Justiça a prisão preventiva de “Farofa”, acusado de ter praticado o homicídio. (Reportagem: Vela Preta; redação: Waldyr Silva)

Foragido do Maranhão é preso em Canaã dos Carajás

Em atendimento a mandado de prisão oriundo da comarca de Codó, no Estado do Maranhão, a polícia prendeu na última sexta-feira (8) em Canaã dos Carajás (PA) o indivíduo Aldir José de Araújo do Vale, 39 anos, taxista, natural daquela cidade, que se encontrava foragido da Justiça, acusado de ter praticado crimes cujas penas estão incursas nos artigos 311 e 313 do Código de Processo Penal.
O mandado de prisão foi assinado no último dia 8 de julho pela juíza Stela Pereira Muniz Braga, titular da 3ª Vara da Comarca de Codó (MA), e enviado à delegacia de Polícia Civil em Canaã dos Carajás, que providenciou a localização e prisão do acusado.
Até o último sábado (9), Aldir José de Araújo do Vale ainda se encontrava recolhido no xadrez municipal de Canaã dos Carajás à disposição da Justiça do Maranhão, que ficou de recambiar o preso para a comarca onde ele praticou o crime. (Reportagem: Vela Preta; redação: Waldyr Silva)

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Juiz considera ‘uma afronta ao Judiciário’ ação que assaltante moveu contra vítima

Uma ação em tramitação no Fórum Lafayette, em Belo Horizonte (MG), leva às últimas consequências a máxima segundo a qual a Justiça é para todos – todos mesmo.
O pedido de um assaltante, preso em flagrante e que decidiu pro-cessar a vítima por ter reagido durante o assalto, provocou surpresa até mesmo nos meios jurídicos e foi classificado como uma “aberração” pelo juiz Jayme Silvestre Corrêa Camargo, da 2ª Vara Criminal, que suspendeu a ação.
Não satisfeito, o advogado do ladrão, José Luiz Oliva Silveira Campos, anuncia que vai além da queixa-crime, apresentada por lesões corporais: pretende processar, por danos morais, o comerciante assaltado. Motivo: seu cliente teria sido humilhado durante o roubo.
Wanderson Rodrigues de Freitas, de 22 anos, se sentiu injustiçado e humilhado porque apanhou do dono da padaria que tentava assaltar. O crime ocorreu no mês passado, na Avenida General Olímpio Mourão Filho, no Bairro Planalto, Região Norte de BH.
Por volta das 14h30 de uma terça-feira, Wanderson chegou ao estabelecimento e anunciou o assalto. Ele rendeu a funcionária, irmã do proprietário, que estava no caixa. Conseguiu pegar R$ 45.
No entanto, quando ia fugir, foi surpreendido pelo dono da padaria, um comerciante de 32 anos, que prefere ter a identidade preservada.
“Estava chegando, quando vi minha irmã com as mãos para o alto. Já fui roubado mais de 10 vezes nos sete anos que tenho meu co-mércio. Quatro dias antes de esse ladrão aparecer, tinha sido assaltado. Não pensei duas vezes e parti para cima dele. Caímos da escada e, quando outras pessoas perceberam o que estava acontecendo, todos começaram a bater nele também. Muitos reconheceram o ladrão como autor de outros assaltos da região”, conta o comerciante.
Ele diz ainda que, para render a irmã, Wanderson escondeu um pedaço de madeira debaixo da blusa, fingindo ter uma arma.
“Pensei que fosse um revólver. Quando a vi com as mãos para o alto, arrisquei minha vida e a dela. Mas estava revoltado com tantos crimes e quis defender meu patrimônio. Trabalhei 20 anos para conseguir comprar esta padaria. Nada foi fácil para mim e nunca precisei roubar para viver. Na confusão, chamamos a polícia e ele foi preso em flagrante por tentativa de assalto à mão armada”, conta.
O comerciante acha absurda a atitude do advogado. “O que me deixa indignado é como um profissional aceita uma causa dessas sem pensar no bem ou no mal que pode causar à sociedade. Chega a ser ridículo”, critica.
Quem parece compartilhar da opinião da vítima é o juiz Jayme Silvestre Corrêa Camargo. Em sua decisão, ele considerou o fato de um assaltante apresentar uma queixa-crime, alegando ser vítima de lesão corporal, uma afronta ao Judiciário.
O magistrado rejeitou o procedimento, por considerar que o proprietário da padaria agiu em legítima defesa. Além disso, observou que não houve nenhum excesso por parte da vítima.
Jayme Silvestre avaliou que o homem teria apenas buscado garantir a integridade física de sua funcionária e, por extensão, seu próprio patrimônio.
“Após longos anos no exercício da magistratura, talvez este seja o caso de maior aberração postulatória. A pretensão do indivíduo, criminoso confesso, apresenta-se como um indubitável deboche”, afirmou o juiz. Da decisão de primeira instância cabe recurso.
Com 31 anos de carreira, o advogado do assaltante, José Luiz Oliva Silveira Campos, está confiante no andamento do processo.
Ele alega que o cliente sofreu lesão corporal e se sentiu insultado e rebaixado por ter levado uma sova. “A ninguém é dado o direito de fazer justiça com as próprias mãos. Wanderson levou uma surra, foi humilhado e, por isso, além dos autos em andamento, vou processar o comerciante por danos morais”, afirma o causídico.
Ele conta que há 31 dias Wanderson está atrás das grades, no Ceresp da Gameleira, pelo crime cometido no Planalto.
Além de justificar a ação, ele desfia um rosário de teorias. “Não vejo nada de ridículo nisso. Os envolvidos estouraram o nariz do meu cliente e ele só vai consertar com uma plástica. Em vez de bater nele, o dono da padaria poderia ter imobilizado Wanderson. Para que serve a polícia? Um erro não justifica o outro. Ele assaltou, sim. Mas não precisava ter sido surrado”, afirma o advogado, acrescentando que sua tese é a de que Wanderson não estava armado, mas “apenas com um pedaço de madeira de 20 centímetros”.
Ele também culpa o governo pelo assalto praticado pelo cliente. “O problema mora na segurança pública. Há câmeras do Olho Vivo pela cidade. Por que o poder público não coloca nas padarias também? Temos que correr atrás de nossos direitos e Wanderson está fazendo isso. Meu cliente precisa ser ressarcido”, diz o advogado. (Edmilson Araújo Castro)

sábado, 9 de julho de 2011

Bombeiros capturam cobra de 3,5 metros de comprimento



Após ser acionado por populares residentes na travessa São Paulo, no bairro Primavera, em Parauapebas, o Corpo de Bombeiros se deslocou até o local indicado e se deparou com uma cobra sucuri num matagal.
De acordo com o que informou à reportagem do CORREIO o tenente BM Catuaba, subcomandante da unidade local do Corpo de Bombeiros, a sucuri encontrada por volta das 20h30 da última quarta-feira (6) media 3 metros e meio de comprimento e pesava cerca de 60 quilos.
Na hora da captura, segundo ainda o subcomandante, num descuido o réptil abocanhou a mão de uma pessoa que se encontrava no local e tentava ajudar no resgate do bicho, fazendo com que os bombeiros enfrentassem grande dificuldade para fazer com que a sucuri largasse a vítima, que sofreu pequenos ferimentos.
O tenente BM Catuaba alerta às pessoas que se depararem com cobras de grande porte para nunca tentar fazer a captura do animal sozinhos, deixando esta missão ao cargo de homens do Corpo de Bombeiros, que têm experiência para tal cargo.
Após a captura, a cobra foi levada para o quartel de Bombeiros e no dia seguinte conduzida à sede do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), que ficou encarregado de devolver o bicho ao habitat natural. (Vela Preta/Waldyr Silva)

Dois homens são vítimas de emboscada na zona rural



A polícia está investigando a execução sumária dos indivíduos Francisco de Oliveira Peixe e Robson Lourdes Ventura, que ao chegar montados numa moto numa propriedade rural foram alvejados no momento em que tentavam abrir a porteira do imóvel onde residem.
De acordo com depoimento do trabalhador rural Aguimarães de Castro Santos, conhecido por “Pelé”, o duplo homicídio ocorreu por volta das 20h30 da última quinta-feira (7) na entrada da vicinal que dá acesso à Vila Brasil, na localidade conhecida por “Três Voltas”, a 44 quilômetros do centro de Parauapebas, em território pertencente ao município de Marabá.
No depoimento, Aguimarães Santos diz que Robson Ventura estava pilotando a motocicleta de marca Yamaha e modelo YBR, e foi o primeiro a ser alvejado, cujo corpo foi encontrado do lado da moto, enquanto que o corpo de Francisco de Oliveira foi localizado a uma distância de seis metros do parceiro.
O corpo de Francisco de Oliveira apresentava perfurações de projétil de arma de fogo em uma das pernas, nas costas, na nuca e no pescoço. Já Robson Ventura tinha marcas de bala à altura do abdômen lateral esquerdo, em um dos braços e também no pescoço.
Segundo apurou a reportagem na delegacia, moradores vizinhos de uma das vítimas chegaram a presenciar um automóvel Gol de cor preta passando nas proximidades do local do homicídio, minutos antes do crime.
O jornal apurou ainda que Robson Ventura era recém-chegado à Vila Palmares II e tinha como ramo de atividade a extração e transporte de areia. Francisco de Oliveira era sogro de Robson Ventura.
No local do crime, durante levantamento realizado pelos policiais, foram apreendidas três cápsulas deflagradas de munição calibre .40, além de um projétil do mesmo calibre. (Reportagem: Vela Preta; redação: Waldyr Silva)

terça-feira, 5 de julho de 2011

Polícia de Curionópolis prende três acusados de tráfico de drogas

Cinara Silva

João Sales e Fábio Campos


Uma equipe da Polícia Civil em Curionópolis colocou atrás das grades, no início da noite do último sábado (2), três pessoas acusadas de comercializar drogas naquela cidade. Os acusados são os indivíduos João Sales Santos, Fábio Campos Souza e Cínara Pereira Silva.
De acordo com o delegado Tiago Carneiro Rodrigues, de Curionópolis, João Sales e Fábio Campos foram flagrados juntos vendendo crack num primeiro momento, enquanto que Cínara Pereira Silva foi presa noutro bairro daquela cidade, em outra operação da polícia.
A polícia apreendeu em poder dos acusados 20 petecas de crack, um saco plástico contendo maconha, uma placa de moto JWA 2464 e cinco aparelhos celulares pelos quais os traficantes fechavam negócio de venda do entorpecente com usuários de droga.
Em declarações prestadas à reportagem do CORREIO, o delegado Tiago Rodrigues explica que a prisão do trio já vinha sendo planejada pelo serviço de inteligência da polícia por vários dias e no momento certo os traficantes receberam voz de prisão em flagrante delito.
Na delegacia, os acusados negaram que sejam traficantes, mas a autoridade policial garante que possui provas materiais que configuram o crime como de tráfico de drogas. Os três presos não quiseram falar com o jornal. (Reportagem: Vela Preta; redação: Waldyr Silva)

Polícia já tem nome do matador de trabalhador em Curionópolis




A polícia de Curionópolis já sabe a identidade do homem que na madrugada do último domingo (3) executou com uma chave de fenda o trabalhador rural Otacílio Faustino da Silva, 50 anos, natural de Currais Novos (RN), residente naquela cidade. O crime ocorreu numa área localizada atrás do estádio municipal de Curionópolis.
Embora a polícia diga que já identificou o acusado de ter praticado o homicídio, o delegado Tiago Carneiro Rodrigues, de Curionó-polis, diz não poder ainda revelar o nome do assassino, para não prejudicar o andamento da prisão preventiva do homicida, que, segundo o delegado, deve ocorrer nas próximas horas.
Apesar de o delegado de Curionópolis não querer revelar o nome do executor de Otacílio Faustino, Juliana Dutra da Silva, filha da vítima, disse à reportagem que o matador do pai dela é conhecido por “Zico”, que seria irmão de uma pessoa de muita influência política na cidade.
Baseada na avaliação preliminar do delegado, dando conta que o pai dela poderia ter sido assassinado com uma chave de fenda, Juliana Silva diz que no Instituto Renato Chaves de Marabá foi confirmado que Otacílio Faustino foi vítima de sete balaços no corpo.
Segundo ainda Juliana Silva, dias antes de ser morto o pai dela havia comprado um revólver calibre 38, e quando foi assassinado o ma-tador teria levado a arma e uma bicicleta de propriedade de Otacílio Faustino.
A filha da vítima informou também à reportagem que “Zico” poderia estar escondido na região do garimpo do Cutia, zona rural do município de Curionópolis. (Reportagem: Vela Preta; redação: Waldyr Silva)

Garimpeiro é executado com golpes de facão em Serra Pelada


A polícia ainda não tem pistas de quem seria o matador do garim-peiro Raimundo Clarindo Nascimento, 74 anos, que foi encontrado morto na manhã desta segunda-feira (4) com vários golpes de facão pelo corpo e cabeça na residência dele, na vila de Serra Pelada.
A reportagem conseguiu junto a populares de Curionópolis poucas informações a respeito da vítima, que atualmente morava em Pa-rauapebas, onde ocorre na manhã desta terça-feira (5) o enterro do garimpeiro.
Junto ao corpo de Raimundo Clarindo foram encontrados documen-tos pessoais da vítima, entre estes o título eleitoral da comarca de Eldorado do Carajás, carteira da Coomigasp (garimpeiro), carteira de idoso e uma conta de luz em nome de Maria Alves do Nasci-mento, com endereço de Eldorado, que seria ex-esposa do falecido. (Reportagem: Vela Preta; redação: Waldyr Silva)

sábado, 2 de julho de 2011

Presos três matadores de comerciante sequestrado em Parauapebas



Após cinco dias de investigações, a Polícia Civil localizou e prendeu, na noite de quinta-feira (30), três dos quatro envolvidos no sequestro seguido de morte do comerciante José Antônio da Silva, 38 anos, conhecido como "Toinzinho", ocorrido no sábado (25), em Parauapebas.
Rodrigo Andrade Silva, 26 anos; Samuel Nascimento Silva, conhecido como "Diabinho", 32; e Isaías Pereira Silva, 24 anos, foram capturados no Bairro Morada Nova, em Marabá, aparentemente tentando fugir para o Maranhão. O quarto indivíduo, Hayone Nascimento, conseguiu escapar.
Os três são moradores de Parauapebas e naturais do Maranhão. Com eles foram encontrados duas armas calibre 38, sendo um revólver da marca Rossi e outro da marca Taurus; 38 munições do mesmo calibre, o celular da vítima e o chip telefônico utilizado para manter contato com a família.
A prisão foi uma ação conjunta da Superintendência de Polícia Civil do Sudeste do Pará com policiais civis de Marabá e Parauapebas, e da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), de Belém.
“Tínhamos a informação de que eles estavam em uma pousada e ficamos aguardando alguma movimentação. Os abordamos em via pública e um deles conseguiu evadir-se”, contou o superintendente, delegado Alberto Henrique Teixeira de Barros.
Os quatro estavam escondidos em uma pousada no bairro e saíram em direção ao ponto de vans quando foram abordados. Já Hayone Nascimento, ao perceber a ação policial, correu e desapareceu em meio à população.
“Fizemos um cerco com a participação da Polícia Militar, que prontamente se colocou à disposição, mas, infelizmente, não conseguimos fazer essa prisão”, lamentou o superintendente.
Acusados
Os acusados confessaram ter sequestrado e matado o comerciante por volta das 20 horas de sábado (25), quando entraram na casa do pai dele e o capturaram. O mentor do crime foi "Diabinho", que soube, há cerca de um mês, que Toinzinho havia vendido uma fazenda por R$ 2 milhões. Ele se juntou a outros três indivíduos e planejou o sequestro, com a intenção de exigir R$ 1 milhão de resgate.
Diabinho afirma que o sequestro foi planejado por motivos financeiros, mas diz que a intenção não era matar o comerciante. “Apesar do planejamento, saiu errado e teve o homicídio do rapaz. Eu não estava no local no momento e não sei quem matou”, disse.
Os outros dois presos repetem a mesma história. Para todos eles, esse seria um dinheiro fácil a ser ganho. Rodrigo acrescentou que toda a ação foi planejada conjuntamente. Isaías, por sua vez, o único sem passagem pela polícia, afirma que esse foi o primeiro crime que cometeu.
“Minha participação foi capturar o rapaz. O monitoramos por quatro dias e ele foi escolhido porque era rico. Nos conhecemos há muito tempo e nunca cometemos outro crime juntos”, alega Isaías.
Sequestro
De acordo com o delegado Antônio Miranda, diretor da Seccional de Polícia Civil de Parauapebas, na noite de sábado os elementos invadiram a residência do pai de Toinzinho, localizada no Bairro Rio Verde, portando duas armas de fogo, e o retiraram da residência em um Corsa Sedan,  deslocando-se à zona rural, onde ele seria mantido em cativeiro.
Durante o percurso, entretanto, José Antônio reconheceu os indivíduos, situação que resultou na morte dele. “Eles [vítima e sequestradores] tinham convivência, tendo chegado, inclusive, a jogar futebol juntos. Ao serem reconhecidos, eles decidiram abortar o sequestro, tirando a vida da vítima”, explicou o delegado Alberto Teixeira.
Mesmo após terem matado "Toinzinho", os sequestradores continuaram entrando em contato com a família, fingindo que ele continuava vivo, para conseguir a quantia que queriam. Em um primeiro momento, os bandidos pediram R$ 1 milhão como resgate, valor que posteriormente foi baixado para R$ 500 mil.
“O mais chocante foi que, mesmo sabendo que a vítima já estava morta, eles continuaram com o plano criminoso, exigindo o valor para um dos irmãos dele”, destaca o delegado Ivanildo Santos, da DRCO.
Foragido
A polícia trabalha agora para descobrir o paradeiro de Hayone e também prendê-lo. “Ele está com o mandado de prisão expedido pela Justiça, já é um foragido. O trabalho continua no sentido de encontrá-lo”, destacou o delegado Ivanildo. Os policiais lembram que o número de telefone 181 está disponível para denúncias anônimas também em casos como este.

Os outros três foram autuados em flagrante em Marabá por posse e porte ilegal de armas e munições, formação de bando e quadrilha. Em Parauapebas, responderão pelo crime de sequestro seguido de morte. Os presos já foram encaminhados para o Centro de Recuperação Agrícola "Mariano Antunes" (Crama). (Luciana Marschall/Correio do Tocantins)

Padrasto abusa de enteadas e vai parar no xilindró

Francisco Renê Sousa Rodrigues

Delegada Maria Regina

Cansadas de serem abusadas sexualmente e ameaçadas de morte ao longo dos últimos anos, enteadas criam coragem e denunciam o padrasto tarado e este vai parar na cadeia de Parauapebas.
As vítimas são as irmãs de iniciais M.B.V.O1, 19 anos, natural de Cândido Mendes (MA); M.B.V.O2, 20 anos, natural de Maracaçumé (MA); e uma menor de 16 anos de idade, todas residentes na Rua São Francisco nº 8, Bairro da Paz, Parauapebas.
Elas acusam o mecânico Francisco Renê Sousa Rodrigues, 49 anos, natural de Bacabal (MA), residente no endereço citado pelas enteadas, de nos últimos vir abusando sexualmente e ameaçando de mortes as enteadas, casos elas o denunciasse para a mãe delas ou para as autoridades.
Segundo declararam em depoimento à delegada Maria Regina Cardoso Rodrigues na última quinta-feira (30), as enteadas são unânimes em afirmar que o padrasto Francisco Renê Rodrigues começou a bolinar as partes íntimas delas há dez anos, quando as mesmas ainda eram crianças, com a oferta de presentes, como bombons, brinquedos e até pequenas quantias em dinheiro.
Quando as meninas não deixavam o padrasto acariciá-las, ele passava a agredi-las fisicamente. E caso elas ameaçassem em denunciá-lo, Francisco Renê dizia que mataria as enteadas.
M.B1 confessa em depoimento que o acusado chegou a manter relações sexuais com ela e a irmã M.B2 várias vezes, mas nos últimos dois anos esta prática tinha cessado, porém ele continuava a abusar da enteada menor de idade.
Na cadeia, Francisco Renê negou a todas as acusações imputadas contra sua pessoa, justificando que considera suas enteadas como se elas fossem suas filhas naturais, daí o carinho que tem por elas como pai. Mas de nada adiantou, pois a delegada Maria Regina mandou o acusado pro xadrez. (Reportagem: Vela Preta; redação: Waldyr Silva)

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Maluco dispara tiros e mata inocente


Desesperado e com sinais de embriaguez ou de ter consumido algum tipo de droga, um indivíduo desconhecido desceu de um Gol de cor vinho com um revólver calibre 38 empunhado, entrou na residência de número 25-E da Rua Araguaia, Bairro da Paz, e sem contar conversa começou a disparar contra as pessoas que se divertiam numa festinha familiar, acertando fatalmente Leonardo Vieira, 26 anos, com três tiros.
Em depoimento na delegacia, a testemunha Leandro da Costa Oliveira (residente no Bairro Bela Vista, Parauapebas) declarou que o homicídio contra o amigo dele ocorreu por volta das 4h30 da madrugada da última segunda-feira (27), quando o grupo se divertia na residência de uma amiga de prenome Dalva.
Segundo ainda Leandro da Costa, no momento em que o homem alucinado desceu do veículo e disparou contra Leonardo uma mulher loira, magra, ficou no interior do carro esperando o assassino.
Na delegacia, Nazareno de Jesus Trindade Viana (28 anos, residente na Rua Dois Irmãos nº 12, Bairro Rio Verde) disse em depoimento que quando saía do bar Opção por volta das 4 horas da madrugada com a companheira dele foi abordado na esquina das ruas do Arame e Araguaia pelo elemento que minutos depois praticou o crime contra a vida de Leonardo.
De acordo com Nazareno, ele sofreu uma coronhada na cabeça desferida pelo desconhecido, que exigia seus documentos pessoais. Ele conta que só conseguiu escapar da loucura do desconhecido quando este viu um rapaz sair de um local para se esconder em outro, e apontou a arma para o rapaz, momento em que Nazareno e a mulher aproveitaram e fugiram. Minutos depois, o bandido executou Leonardo Vieira. (Reportagem: Vela Preta; redação: Waldyr Silva)

Bandidos atormentam vida de moradores das vilas Palmares Sul e II

PM-Boxe desativado na Palmares Sul

Cássio Cruz Ferreira, o "Caveira"
 
Marcos Pereira de Oliveira, o "Galo"

Moradores das vilas Palmares Sul e Palmares II, em Parauapebas, estão apavorados com a onda de violência que vem ocorrendo tanto no núcleo urbano dos lugarejos como nos assentamentos rurais onde trabalham os agricultores dos dois povoados.
De acordo com o que apurou a equipe de reportagem do CORREIO DO TOCANTINS, assaltos e ameaças de violência vêm sendo re-gistrados quase que diariamente na delegacia de polícia, sem que esta tenha ainda colocado os assaltantes e ameaçadores atrás das grades.
Sem ter a quem apelar, no início desta semana um grupo de mora-dores recorreu ao vereador Israel Pereira Barros, o popu-lar “Miquinha”, que mora na Vila Palmares Sul, para que ele busque providências junto às polícias Civil e Militar, no sentido de que as autoridades de segurança pública ponha fim no alto índice de violência nas duas vilas.
Ouvido pela reportagem na última terça-feira (28), o verea-dor “Miquinha” explicou que o PM-Boxe construído recentemente pela prefeitura na Palmares Sul, com a doação inclusive de uma viatura, ainda não está funcionando “porque falta o mínino de estrutura para agasalhar os policiais militares”, mas que durante esta semana estaria pressionando o comando da polícia para que o espaço entre em pleno funcionamento.
Perguntado sobre os principais crimes praticados contra os mora-dores das vilas Palmares, o vereador respondeu que os bandidos, armados de faca ou revólveres, assaltam pessoas na rua ou em vans para roubar celulares, dinheiro e joias, além de outros bens duráveis nas residências ou em comércios das vítimas.
Segundo ainda o parlamentar, como se não bastasse o índice de violência praticado nas vilas, quando não alcançam seu intento os malandros estariam deixando bilhetes debaixo das portas de lojas avisando o comerciante que ele será assaltado.
QUADRILHA
Na 20ª Seccional Urbana de Polícia Civil, o delegado Antonio Miranda Neto informou à reportagem que o serviço de inteligência da polícia descobriu que os assaltos e ameaças de morte ocorridos nas vilas Palmares Sul e Palmares II vêm sendo praticados por uma quadrilha liderada pelos elementos Marcos Pereira de Oliveira, conhecido por “Galo” (27 anos, residente na Rua 26 de Junho, qd. 2, lt. 8, Palmares II), e Cássio Cruz Ferreira, o “Caveira” (21 anos, residente na Rua Brasil, qd. 23, lt, 10, Palmares II), velhos conhecidos da polícia por prática de assaltos na região.
Com relação ao funcionamento do PM-Boxe em Palmares Sul, o ten-cel. Roberto Silva, comandante da PM em Parauapebas, informa que a polícia está elaborando um estudo para então decidir se a força policial vai ficar permanente na vila ou itinerante.
“Pelo menos nos finais de semana, prometo que a população daquela área vai contar com policiamento ostensivo”, promete o oficial. (Reportagem: Vela Preta; redação: Waldyr Silva)

terça-feira, 28 de junho de 2011

Comerciante sequestrado continua sem se comunicar com a família



Até o fechamento desta matéria, de acordo com a polícia, o comerciante José Antonio da Silva, 38 anos, conhecido por “Toinzinho”, ex-candidato a deputado estadual nas últimas eleições, residente na Rua 24 de Março nº 59, Bairro Rio Verde, Parauapebas, ainda não tinha se comunicado com a família.
José “Toinzinho” foi sequestrado por volta das 8 horas da noite do último sábado (25) por quatro homens desconhecidos que se encontravam numa moto e num veículo, cujas placas não foram anotadas.
De acordo com a polícia, os bandidos entraram na residência da vítima encapuzados e anunciaram o assalto, disparando contra o comerciante, que chegou a travar luta corporal com um dos acusados e na refrega teria sido atingido com um tiro nas costas.
Outra informação dá conta que o disparo não teria atingido as costas da vítima, mas um dos pés do pai do comerciante, Antonio José da Silva. Em seguida, os elementos deixaram o imóvel, levando “Toinzinho” a bordo de um veículo.
Na investigação, a polícia tomou conhecimento que os acusados estavam numa área da zona rural de Parauapebas com a vítima em seu poder. Os policiais estiveram no local indicado fazendo campana por várias horas, mas não localizaram os acusados nem José “Toinzinho”.
No retorno para a cidade, conforme apurou a reportagem na delegacia, a equipe de policiais encontrou no chão um extrato bancário de conta corrente da vítima e a grade do capô do automóvel utilizado no sequestro do comerciante.
Em declarações prestadas à imprensa, o delegado Antonio Miranda Neto informou na tarde de ontem que cerca de 60 homens das polícias Militar e Civil estavam vasculhando a área por terra e ar na captura dos sequestradores e na esperança de encontrar a vítima com vida, uma vez que José “Toinzinho” teria sido atingido nas costas com arma de fogo.
Pelas circunstâncias de os bandidos terem chegado à residência da vítima anunciando assalto e disparando arma de fogo, e até o momento não ter havido pedido de resgate, a polícia descarta a situação de sequestro e passa a investigar o caso como assalto à mão armada.
No final da tarde desta segunda-feira (27), a reportagem tomou conhecimento que o veículo usado pelos assaltantes ou sequestradores havia sido localizado em Marabá, mas o delegado Antonio Miranda descartou esta informação.
Amigos e familiares de José “Toinzinho” estão aflitos com a falta de localização e informação sobre a vida e paradeiro do comerciante sequestrado, acompanhando as investigações junto à polícia. (Reportagem: Vela Preta; redação: Waldyr Silva)

Sargento da PM é executado a paulada e golpes de facão em Parauapebas

Corpo de Clóvis observado por cabo Alan e sargento Pamplona

Sargento Nunes

Marcelo Araújo Brilhante

Acontece nesta terça-feira (28) em Parauapebas o enterro do sargento PM Luís da Costa Nunes, que foi trucidado e morto por volta de meia-noite e meia desta segunda-feira (27) a pauladas e golpes de facão, crime cometido por três elementos, um dos quais foi executado pela polícia, outro que se encontra preso e o terceiro indivíduo que ainda não foi localizado.
Sargento Nunes tinha 45 anos de idade, residia na Rua São João nº 18, Bairro da Paz, Parauapebas, onde o corpo foi velado e estava há 25 anos servindo a Polícia Militar. Na tarde de ontem (segunda-feira), a vítima foi homenageada pelos colegas de farda no quartel local da guarnição.
O CRIME
De acordo com depoimento prestado na delegacia de Polícia Civil pelo sargento PM Pamplona, ele tomou conhecimento da execução do sargento Nunes por volta de meia-noite e meia via rádio.
Chegando ao local, na Rua Afonso Pena, em frente à praça do Bairro Altamira, acompanhado dos cabos PM Alan da Silva Pereira e Manoel de Assis Gonçalves, o depoente constatou que a vítima era o sargento Nunes, cujo corpo se encontrava no chão ensanguentado e com os pulsos cortados, inclusive com uma das mãos decepadas.
Nas imediações do local foram encontrados dois pedaços de madeira e um terçado, provavelmente utilizados na execução do policial. Foi levantado que os autores do homicídio seriam os elementos Marcelo Araújo Brilhante (preso), Clovis Ramos de Oliveira (executado) e um terceiro conhecido apenas pelo apelido de “Fininho”, que se encontra foragido.
Após várias buscas, a polícia localizou e apreendeu uma moto de marca Honda modelo CG 150 Sport, de cor vermelha e placa JVF 7651 (Parauapebas), em poder de Marcelo Brilhante, que seria proprietário da moto.
Detido, Marcelo confessou que havia participado da discussão com o policial, mas que os golpes de facão contra o sargento teriam sido feitos por Clóvis, que minutos depois foi localizado escondido no forro da casa e ao receber voz de prisão desceu com uma arma calibre 38 em punho e tentou disparar contra a polícia, que se defendeu e alvejou o acusado, que morreu antes de ser conduzido ao hospital. Mais tarde, foi constatado que a arma que estava em poder de Clóvis pertencia ao sargento Nunes.
No depoimento do capitão Luiz Pontes, ele narra que os acusados arrancaram o policial de dentro do veículo e aplicaram vários golpes na cabeça e braços da vítima, decepando uma das mãos e furtando o relógio de pulso. Sargento Nunes veio a óbito ainda no local das agressões.
Em conversa com o IPC Valmir, a Polícia Civil tomou conhecimento de que uma pessoa estava sendo espancada e retirada do interior do veículo por três elementos. Minutos depois, chegou a informação que o homem espancado havia sido executado com espancamentos e facadas, que seria um policial militar.
O investigador Valmir acrescenta que chegou até o local indicado e constatou que o PM morto era o sargento Nunes. “Baseados nos levantamentos preliminares que fizemos no local do crime, saímos no encalço dos matadores do policial e apuramos com populares que a confusão com o sargento Nunes ocorreu no interior de um bar, no Bairro Altamira, onde os acusados estavam bebendo juntos”, detalha o investigador, adicionando que o policial morto estava desarmado.
Ouvido pela reportagem do CT, Marcelo Araújo Brilhante (Rua Monte Ararat nº 5, Bairro Altamira) disse que estava afastado da confusão, quando observou que Clovis e “Fininho” estavam agredindo o policial com pedaço de pau e um facão.
Indagado qual era sua participação na execução do sargento, Marcelo respondeu que foi preso “porque eu estava bebendo com o Negão (Clovis), que era pedreiro do meu pai, mas não tenho nenhuma participação na morte do policial”, defende-se o acusado.
Sobre os motivos que levaram os assassinos a acabar com a vida do policial militar, Marcelo Brilhante disse desconhecer as razões do homicídio, “porque eu não presenciei a morte dele, pois eu estava detido dentro da viatura da polícia”. (Reportagem: Vela Preta; redação: Waldyr Silva)

Assaltante é detonado no quintal de casa na Vila Palmares II


Foi executado por volta das 5 horas da manhã do último sábado (25), com um tiro de arma longa na cabeça, o indivíduo Francisco Azevedo Costa, que residia na Rua 17 de Abril nº 12, Vila Palmares II, Parauapebas.
A vítima estaria praticando vários assaltos nas vilas Palmares Sul e Palmares II, município de Parauapebas. No local do homicídio, a polícia encontrou o corpo da vítima sem vida no quintal de uma casa nas proximidades da praça da Vila Palmares II.
Durante levantamentos preliminares no local do homicídio, muitas pessoas curiosas informaram ao IPC Fábio que o homem morto era acusado de vir praticando roubo nas residências da vila, inclusive deixando bilhetes ameaçadores debaixo das portas, informando que o dono da casa seria roubado por ele.
Segundo ainda moradores da vila, Francisco Azevedo Costa fazia parte de uma quadrilha integrada pelos indivíduos identificados por “Galo”, “Caveira”, “Coração” e “Grande”, que seriam os líderes do grupo de bandidos.
De acordo com informações ouvidas pela reportagem, os membros da gangue costumavam se reunir para traçar planos de roubo e assaltos na residência de “Carlinhos da Boca de Fumo”, na Vila Palmares II. (Reportagem: Vela Preta; redação: Waldyr Silva)

quinta-feira, 23 de junho de 2011

‘Escopeta’ é preso acusado por tráfico


Encontra-se preso na delegacia de Polícia Civil em Parauapebas, à disposição da Justiça, Marcos Pinheiro dos Santos, conhecido por “Escopeta”, natural de Imperatriz (MA), residente na Avenida Brasil nº 89, Bairro Rio Verde, Parauapebas.
“Escopeta” foi delatado à polícia por quatro meninas menores de idade como sendo ele traficante de crack na cidade, uma das quais figurando como ex-companheira do acusado.
De acordo com a ocorrência feita na delegacia pelo soldado PM Humberto Dias da Silva, as quatro adolescentes foram detidas para averiguação por volta das 4h30 da madrugada desta quarta-feira (22) na esquina das ruas Fortaleza (antiga Rua do Meio) e Sol Poente, no Bairro da Paz, mas com elas nada foi encontrado de anormal.
Após fazer uma fiscalização geral na área, os PMs encontraram perto das garotas um embrulho de papel contendo duas pepitas de crack. Pressionadas, as adolescentes disseram para os policiais que a droga pertencia a Marcos Pinheiro, o “Escopeta”, que passava o produto para as meninas comercializar.
Uma das menores, segundo o registro policial, chegou a ligar para o acusado e este compareceu ao chamado e foi agarrado pela polícia.
Em depoimento, “Escopeta” diz que não é traficante e disse ter ficado surpreso em ter sido acusado de traficante de drogas. Admitiu, porém, que uma das meninas foi companheira dele durante um ano e três meses, mas já havia separado dela há nove meses. (Reportagem: Vela Preta; redação: Waldyr Silva)

Viciados se recuperam em chácara de repouso na zona rural


Apesar de ser um dos principais municípios arrecadadores de impostos e outras taxas ou compensações fiscais do Estado do Pará, Parauapebas é considerada como a cidade onde mais se perambulam pessoas viciadas em bebida alcoólica, maconha, crack e outros tipos de entorpecente.
Existe na cidade até um ponto localizado nas proximidades da Feira do Produtor, no Bairro Cidade Nova, conhecido tradicionalmente por “Pé-Inchado”, local onde os alcoólatras e drogados se reúnem para botar o papo em dia, tomar uns goles e até produzir alimentos e dormir sobre papelões na caçada, no relento.
Quem passa ao local pode perceber a precariedade em que vivem as pessoas, homens e mulheres, viciadas em álcool e outros tipos de droga, numa situação que dá dó.
O poder público chegou a convidar a polícia e outros órgãos de assistência social para resgatar na marra muitos viciados de rua e levar para uma chácara agrícola localizada a 21 quilômetros do centro da cidade, na zona rural, próximo da Vila Palmares II, mas a ação não rendeu resultados positivos, porque a grande maioria escapava da “casa de repouso”.
Na manhã desta quarta-feira (22), uma equipe de reportagem da Sucursal do CORREIO DO TOCANTINS em Parauapebas visitou a chácara de recuperação de viciados em bebida alcoólica e outros tipos de droga, mas não encontrou alguém da coordenação do projeto que pudesse falar à reportagem.
Dizendo não ter autorização para gravar entrevista para a reportagem, Rogério Alves, auxiliar do monitor da chácara de repouso, explicou em off que a instituição é mantida por uma associação de pastores evangélicos, com apoio da prefeitura e de outras instituições públicas e particulares.
Segundo Rogério Alves, a chácara conta com hortas, plantações de banana, abacaxi, manga, goiaba e outras espécies de frutas, além de criação de suínos, galinhas e peixe, cuja produção é consumida pelos internos, que são os responsáveis pelo cultivo desta produção agrícola.
Além das atividades rurais, os internados dispõem ainda de entretenimento com mesa de bilhar, campo de futebol, antena parabólica para assistir programa de televisão e momentos de devoção espiritual.
A instituição oferece acomodações para os internos, como dormitórios com camas, banheiros, alimentação e atividades lúdicas para descontração e fazer com que a pessoa dependente de droga ou de álcool se livre gradativamente do vício e se reintegre ao seio da família e da sociedade.
Às quintas-feiras, os usuários da instituição são convidados e levados para reunião semanal dos Alcoólicos Anônimos (AA) no centro da cidade e depois retornam à chácara.
A média de internação na entidade é de seis meses, período em que o viciado em bebida alcoólica ou outro tipo de droga já tenha tomado consciência de estar preparado para ser reintegrado à sociedade. (Waldyr Silva)

Cadáver encontrado na zona rural


Acompanhada de agentes funerários e membros da imprensa local, a Polícia Civil em Parauapebas fez o resgate na tarde da última terça-feira (21) do corpo de um homem na zona rural, a 19 quilômetros do centro da cidade, numa área localizada entre as duas vilas Palmares Sul e Palmares II.
Sem a informação exata do local onde populares haviam localizado o corpo da vítima, polícia, agentes funerários e a imprensa percorreram por cerca de duas horas toda a região em busca de encontrar o cadáver, até desistir da procura.
Ao sair da vicinal de três quilômetros de chão batido e pegar o asfalto de volta rumo ao centro da cidade, a viatura da Polícia Civil foi interceptada por um automóvel, cujos condutores informaram sobre a localização do defunto.
O corpo da vítima, até o fechamento desta matéria sem identificação, foi encontrado num matagal em adiantado estado de decomposição, aparentando ter sido executada há cerca de duas semanas.
O homem foi encontrado nu e uma bermuda jeans azul do lado, uma capa de aparelho celular, um relógio no pulso esquerdo e uma tatuagem cravada no ombro direito.
O cadáver foi encaminhado para ser examinado no Instituto Médico Legal (IML) em Marabá, onde deve permanecer por uma semana para possível identificação de familiares ou ser enterrado como indigente, na falta de identificação. (Waldyr Silva)

Alcoólatra é executado com facadas


A polícia está na pista do matador do alcoólatra Francisco das Chagas Marques da Silva, 35 anos, natural de Brejo (MA), morador de rua, que foi assassinado a golpes de faca na região do tórax por volta das 23 horas da última segunda-feira (20), no local denominado “Pé-Inchado”, Bairro Cidade Nova, Parauapebas.
O homicídio foi comunicado na 20ª Seccional Urbana de Polícia Civil para o delegado Timóteo de Oliveira Soares pelo IPC Jorge Pontes da Silva, após receber informações do fato por populares.
No início do mês de maio último, no mesmo local onde Francisco das Chagas foi assassinado esta semana, quatro usuários de álcool que frequentavam a área dos pés-inchados foram vítimas de violência por três homens desconhecidos que chegaram e cortaram pedaços das orelhas deles e desapareceram do local. (Reportagem: Vela Preta; redação: Waldyr Silva)